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Chefe de direitos da ONU diz que decreto talibã amplia execuções e repressão

Organização das Nações Unidas afirma que decreto talibã amplia pena de morte, restringe liberdades e criminaliza críticas, agravando repressão às mulheres

Volker Turk, United Nations High Commissioner for Human Rights, speaks at the Human Rights Council at the UN European headquarters in Geneva, Switzerland, September 8, 2025.
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  • Um novo decreto do governo talibã, assinado pelo líder supremo Hibatullah Akhundzada, ampliaria as infrações sujeitas à pena de morte e permitiria punições corporais, inclusive dentro de casa, afirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos.
  • O decreto também criminaliza críticas à liderança de facto e às políticas do regime, feria a liberdade de expressão e de reunião, e o texto ainda não foi publicado oficialmente.
  • O comissário Volker Türk pediu que os talibãs rescindam o decreto, imponham moratória de execuções e encerrem as punições corporais, destacando a perseguição contra mulheres e meninas sob o que chamou de apartheid de gênero.
  • O governo talibã sustenta que os direitos das mulheres são questões internas a serem tratadas localmente.
  • Türk destacou o aumento de civis mortos em ataques aéreos paquistaneses na região, apontando necessidade de diálogo político urgente para evitar escalada.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou que um novo decreto dos talibãs ampliará a lista de crimes passíveis de morte e intensificará a repressão no país. Volker Türk comunicou a abertura de mais medidas restritivas, especialmente contra mulheres.

Segundo Türk, o decreto assinado pelo líder supremo Hibatullah Akhundzada detalha crimes e punições que violam obrigações legais internacionais. O texto ainda não havia sido publicado oficialmente pelos mecanismos afegãos competentes.

O comissário ressaltou que o decreto pode ampliar o uso de punição corporal, incluindo cenários domésticos, o que representaria um agravamento da violência de gênero. Também estende casos que podem levar à pena de morte.

Além disso, a medida criminaliza críticas ao governo de facto e às suas políticas, prejudicando a liberdade de expressão e de reunião, segundo Türk. A autoria do texto não foi publicada pelo Ministério da Justiça ou pela Suprema Corte.

Contexto e consequências para mulheres

A ONU observa que restrições já afetam movimentos femininos, acesso à educação e participação no mercado de trabalho desde 2021, sob leis morais que limitam expressão e direitos.

Türk pediu a revogação do decreto, a imposição de moratória de execuções e o fim de punições corporais. O enviado ressaltou o que classifica como perseguição a mulheres e meninas sob o sistema atual.

O representante da ONU também citou violência associada a conflitos regionais, destacando o aumento de civis atingidos por ações militares transfronteiriças. A necessidade de diálogo político foi enfatizada.

Reação regional

O governo paquistanês afirmou ter realizado ataques aéreos contra alvos de militantes dentro do Afeganistão, o que Kabul nega. As autoridades talibãs condenaram as ações como violação da soberania e anunciaram resposta futura.

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