- O presidente Donald Trump abriu o discurso do estado da União elogiando o “domínio” dos EUA no hemisfério ocidental e mencionando a captura de Nicolás Maduro como um de seus feitos.
- Trump voltou a pressionar o Irã, acusando o país de buscar mísseis intercontinentais; anunciou que novas negociações ocorrem em Genebra e ressaltou que Washington não permitirá que o Irã tenha arma nuclear.
- O líder americano destacou o uso de força contra narcotráfico na região e afirmou ter colaborado com o México na operação contra o chefe do cartel, conhecido como El Mencho.
- O discurso enfatizou que há maior presença militar dos EUA no Oriente Médio, com o maior agrupamento de navios desde a invasão do Iraque em 2003.
- Em relação à Europa, Trump destacou o compromisso da OTAN de elevar o gasto militar a cinco por cento do produto interno bruto até 2035 e mencionou, de forma breve, os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia.
Trump usa discurso do Estado da União para aumentar pressão sobre Irã e enfatiza domínio americano no Hemisfério
O presidente dos Estados Unidos aproveitou o discurso no Capitólio para reafirmar a política externa de sua gestão, destacando supostos avanços no hemisfério e lançando nova sinalização de desgaste contra o Irã. O tom foi de autopromoção, com menções a ações anteriores no continente.
Durante a fala, Trump enfatizou a atuação dos Estados Unidos em Caracas e citou operações que, segundo ele, reforçam a segurança nacional. Ele também mencionou a presença de forças americanas no exterior e o papel de aliados na condução de políticas de defesa e segurança.
Pressão sobre o Irã
O discurso trouxe novas referências às ações iranianas, com afirmações de que Teerã busca ampliar seu arsenal de mísseis e desenvolver capacidades intercontinentais. A fala ocorreu em meio a rumores de uma possível ofensiva militar, ainda sem confirmação formal de planos.
Espera-se que o tema iraniano seja discutido em uma rodada de negociações em Genebra, com participação de mediadores de Omã e representantes iranianos. Segundo relatos, Teerã deve apresentar uma proposta envolvendo enriquecimento de urânio com limites, em troca da suspensão de sanções.
Contexto militar e diplomático
Relatórios indicam que um terço dos submarinos e navios de guerra dos EUA estaria mobilizado no Oriente Médio, configurando o maior rede de operações desde 2003. A administração tem reiterado a busca por soluções diplomáticas, apesar do tom de pressão.
O presidente afirmou que não tolerará o acesso iraniano a armas nucleares, ao mesmo tempo em que ressaltou apoio diplomático aos negociadores Witkoff e Kushner, presentes na audiência. Também mencionou a continuidade do acompanhamento de programas civis no Irã.
Outros destaques do discurso
Trump citou operações recentes contra organizações criminosas na região, apresentando-as como parte de uma estratégia para reduzir a violência e o tráfico de drogas. Em relação à Venezuela, o presidente destacou apreensões de líderes de grupos ligados ao narcotráfico e reforçou o alinhamento com autoridades locais.
O discurso também abordou a cooperação com aliados europeus e o aumento do orçamento de defesa da OTAN para 2035. Em específico, o presidente ressaltou que o apoio europeu tem contribuído para o fortalecimento de capacidades de resposta conjunta.
América e cenário regional
O presidente enfatizou que os Estados Unidos atuam para defender interesses nacionais na região, citando a violência, o narcotráfico e a presença de cartéis. Também mencionou a cooperação com México em ações de combate ao crime organizado, associando resultados a operações conjuntas entre países.
No dia anterior, autoridades mexicanas anunciaram a morte de um líder de cartel, evento incorporado ao discurso como exemplo de cooperação regional. A menção gerou reação entre aliados e opositores, sem transformar o tema em ponto central da narrativa.
Perspectivas internacionais
O discurso incluiu breves referências à atuação na Ucrânia, com a ressalva de que ações são conduzidas sob o guarda-chuva da OTAN e com apoio internacional. O tom foi de autoafirmação sobre a liderança americana em questões estratégicas, sem detalhar planos concretos.
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