- Donald Trump afirmou uma “virada histórica” dos EUA em seu discurso do Estado da União, o mais longo da história, com 1h47 de duração.
- O presidente citou avanços como a captura de Nicolás Maduro e redução da criminalidade, além de mencionar o Irã, América Latina e Venezuela.
- Dezenas de democratas boicotaram o evento; o líder do Senado, Chuck Schumer, classificou o discurso como “delirante” e desconectado da realidade.
- Entre momentos marcantes, houve a aparição de Enrique Márquez, venezuelano exilado, e a de Andrew Wolf, soldado baleado, ambos recebendo homenagens.
- No âmbito econômico, Trump destacou suposta transformação do país, mas dados oficiais apontam 2,2% de crescimento em 2025, inflação de 2,9% e ritmo de empregos; Congresso retoma as sessões sem resolver o financiamento do Homeland Security.
O presidente Donald Trump realizou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, no Congresso em Washington, o maior discurso do Estado da União de seu segundo mandato. A apresentação durou 1 hora e 47 minutos e buscou consolidar uma “virada histórica” dos EUA, afirmando que o país enfrenta uma transformação significativa. Trump citou avanços econômicos e ações de segurança, além de mencionar a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro.
O teor do discurso combinou elogios a conquistas passadas com promessas de endurecimento político, especialmente em relação à imigração. O evento ocorreu diante de uma plateia dividida, com dezenas de democratas boicotando a cerimônia em protesto às políticas de imigração do governo. O presidente manteve o tom de slogan de campanha ao falar de controle de fronteiras e de combate ao crime.
Reações e desdobramentos
Entre críticas, o líder democrata Chuck Schumer descreveu o discurso como desconectado da realidade, ressaltando dificuldades enfrentadas pela população. Atos de apoio ao presidente incluíram homenagens a membros da sociedade que supostamente estiveram ligados a ações de segurança, além de referências a vitórias no front externo.
Durante o discurso, Trump mencionou decisões judiciais recentes que o afetaram politicamente e afirmou que o país está restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental. O presidente citou operações contra organizações criminosas na região, sem detalhar planos futuros de política externa.
A seção de convidados trouxe surpresa: Enrique Márquez, ex-aspirante venezuelano, apareceu ao lado da família para agradecer apoio internacional, enquanto um veterano da Guarda Nacional foi condecorado. O mandatário também apresentou dados sobre petróleo venezuelano negociado com os EUA.
Contexto político e econômico
O chefe de Estado destacou avanços econômicos sob seu governo, embora números recentes mostrem desempenho misto: crescimento de 2,2% em 2025 e inflação relativamente elevada, com queda do desemprego mantida. O Congresso retomou atividades em meio a disputas sobre o orçamento de agências de imigração, que seguem sob negociação entre os dois blocos.
O discurso trouxe ainda críticas à oposição e aos jornais, mantendo o tom de confronto. Mesmo com o debate acalorado, não houve apresentação de uma agenda extensa para o restante do mandato, apenas propostas pontuais, mantendo o tema da segurança e da economia como eixo central. A reação pública permanece dividida, com apoiadores firmes e opositores mobilizados.
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