- Discurso de estado da União do presidente Donald Trump no Congresso durou 108 minutos, o maior desde Bill Clinton, com 75 minutos dedicados à política interna antes de tratar de temas externos como Venezuela, México, OTAN e Irã.
- Trump apresentou a economia como em “época dourada”, mas dados apontam crescimento de 2,8% no último ano com criação de 2,1 milhões de empregos; a inflação ficou em torno de 2,7% no ano anterior.
- O tom do discurso incluiu ataques aos democratas, que reagiram de forma pública; deputadas como Ilhan Omar e Rashida Tlaib divulgaram objeções durante a fala.
- No âmbito econômico, destacou a ideia de uma taxa universal de 10% sobre importações, sustentando que não precisará da aprovação do Congresso, apesar de exigências legais em prática.
- Exterior: mencionou a operação que levou à detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, citou avanços petrolíferos e a libertação de presos, e sinalizou a possibilidade de ação militar contra o Irã.
Donald Trump fez o primeiro discurso sobre o estado da União de sua segunda gestão no Capitólio, nesta terça-feira. O tempo total foi de 108 minutos, superando recordes anteriores. O foco foi a política interna, com referências à economia e ataques aos adversários.
Durante o discurso, Trump dedicou 75 minutos à economia e às políticas nacionais. Em seguida, abordou Venezuela, México, América Latina, OTAN e Irã. A intervenção foi marcada por tom combativo e por críticas aos democratas. Nei houve neutralidade na exposição.
Economia em foco
O ex-presidente afirmou que a economia está forte. Segundo ele, herdou uma nação em crise, inflação alta e crescimento estagnado, o que não condiz com dados oficiais de 2025. O mercado de trabalho teria criado milhões de empregos sob sua gestão.
Trump destacou quedas de preços de itens do cotidiano, como ovos, frango e carne. Também disse ter resolvido problemas de custo de vida, ainda que analistas apontem aceleração de inflação em 2025. O discurso manteve o viés pró-política econômica.
Tensões e oposição
Ao longo da fala, o republicano atacou os democratas, afirmando que votaram contra suas medidas migratórias. A oposição respondeu no plenário, com protestos durante partes do discurso. Mulheres democrtatas Ilhan Omar e Rashida Tlaib reagiram a várias afirmações.
Democratas presentes protestaram de duas formas: externa, na calçada do Capitolio, e interna, no plenário. Em alguns momentos, houve interrupções e debates entre legisladores. A participação dos presentes variou entre aplausos e críticas.
Política externa e alianças
Trump enfatizou ações contra Venezuela e Maduro, descrevendo a operação que resultou na detenção de autoridades venezuelanas. O presidente afirmou que Estados Unidos iniciou exploração de petróleo no país e citou liberdades de presos políticos.
Na agenda externa, houve menção a Irã, com tom de endurecimento. O presidente afirmou que não hesitará em enfrentar ameaças, mesmo diante de riscos de conflito regional. A gestão promete ampliar pressão estratégica, mantendo o discurso firme.
Aranceles e economia
A defesa de tarifas ganhou peso na fala. O Supremo Tribunal derrubou parte da política tarifária anterior, mas Trump retomou a imposição de uma tarifa universal de 10%. Diz que o mecanismo poderá reduzir impostos, ainda que haja questionamentos legais.
O presidente afirmou que as tarifas não dependem da aprovação do Congresso, citando a Seção 122 para justificar a ação. Experts apontam que a arrecadação por tarifas é substancial, porém menor que a receita do imposto de renda.
Destaques e convidados
Entre os convidados, estiveram familiares de vítimas, veteranos e atletas do time masculino de hóquei dos EUA, com medalhas de ouro olímpicas. O ex-presidio Enrique Márquez apareceu como surpresa, em apoio à gestão.
Trump sinalizou que concederá a Medalha da Liberdade ao goleiro Connor Hellebuyck. A homenagem destaca o papel de atletas e cidadãos na narrativa de defesa dos interesses nacionais.
Encerramento e próximos passos
A fala não encerra a pauta, mas aponta metas para o próximo período. O momento eleitoral se aproxima, com eleições de meio mandato no horizonte. O tom foi de preparação para o pleito, sem abertura para mudanças apaziguadoras.
Entre na conversa da comunidade