- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, acusou a Ucrânia de planejar perturbar o sistema de energia da Hungria e determinou reforço de soldados e equipamentos para proteger infraestrutura crítica.
- A medida ocorre em meio a uma disputa sobre a interrupção do oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para Hungria e Eslováquia, ambos responsabilizando Kiev pela paralisação.
- a Ucrânia afirma que a interrupção foi causada por ataque de drone russo a equipamentos do oleoduto na região ocidental do país; Kiev não respondeu de imediato ao pedido de comentário de orban.
- Orban afirmou, em vídeo no Facebook, que o fechamento do Druzhba teve motivos políticos, não técnicos, e que relatórios de inteligência indicam possível novas interrupções no sistema de energia da Hungria.
- Nesta semana, a Hungria manteve seu veto a novas sanções da União Europeia contra a Rússia e a um grande loan para a Ucrânia, em meio a críticas ao apoio europeu a Kiev e às próximas eleições parlamentares de 12 de abril.
Budapeste, 25 de fevereiro. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou que a Ucrânia planeja interromper o sistema energético da Hungria e, por isso, determinou o reforço da proteção a infraestrutura crítica, com a presença de soldados e equipamentos.
Orban disse, em vídeo no Facebook, que o desligamento do Druzhba seria por motivos políticos, não técnicos, e que relatórios de inteligência indicam a possibilidade de novas interrupções na energia do país. Ele afirmou que ações adicionais estão sendo preparadas.
Kyiv sustenta que a paralisação foi causada por um ataque de drone russo a equipamentos na Ucrânia ocidental. O Ministério das Relações Exteriores ucraniano não respondeu a pedidos de comentário sobre a acusação de Orban.
Contexto geopolítico
Hungria e Eslováquia, que recebem o petróleo russo via Druzhba, responsabilizam a Ucrânia pela interrupção, que afeta refinarias locais. Na segunda-feira, Budapeste manteve seu veto a sanções da UE contra a Rússia e a um grande empréstimo para a Ucrânia, em meio a divergências sobre o abastecimento.
Orban tem enfatizado, com a proximidade das eleições, a escolha entre “guerra ou paz”, apresentando seus oponentes como propensos a levar o país ao conflito na região. As eleições parlamentares estão marcadas para 12 de abril.
Fonte: agências internacionais, com reportagens de Reuters.
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