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Governo francês sobrevive ao primeiro voto de desconfiança sobre lei de energia

Governo francês vence a primeira moção de censura sobre lei de energia decidida por decreto, sem consulta final da Assembleia; segunda votação ocorre em breve

French Prime Minister Sebastien Lecornu attends a debate before votes on two no-confidence motions against the French government following the adoption of a new energy law through decree, at the National Assembly in Paris, France, February 25, 2026.
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  • O governo francês sobreviveu ao primeiro de dois votos de censura no parlamento, provocados pela decisão de adaptar por decreto uma nova lei de energia, sem a Assembleia Nacional ter a palavra final.
  • A moção, apresentada pelo Rassemblement National (RN), teve apoio de 140 deputados; eram necessários 289 votos para aprová-la.
  • Um segundo voto de censura, promovido pela França Insubmissa (LFI), deve ocorrer em breve.
  • O governo, liderado pela primeira-ministra Sebastien Lecornu, não possui maioria parlamentar e já havia passado por dois votos de censura neste ano após aprovar o orçamento atrasado na Assembleia.
  • A reportagem é de Dominique Vidalon, edição de Inti Ladnauro.

O governo francês sobreviveu à primeira de duas moções de censura no Parlamento, após decidir adaptar por decreto uma nova lei de energia, sem que a Assembleia Nacional tenha a palavra final. A votação ocorreu em Paris na quarta-feira, 25 de fevereiro.

A moção foi apresentada pelo partido de extremo-direita Nacional Rally (RN) e recebeu o apoio de 140 deputados. Para passar, eram necessários 289 votos, o que não ocorreu.

A segunda moção de censura, apresentada pela France Insoumise (LFI), deve ser votada em breve. O governo de primeira-ministra Sebastien Lecornu, que não possui maioria parlamentar, já havia enfrentado duas moções neste ano ao aprovar o orçamento com atraso pela Câmara.

Desdobramentos

A parcela de apoio ao RN sugere resistência à decisão de contornar o processo legislativo tradicional. Analistas avaliam impactos políticos futuros para o governo, que permanece sem controle claro da maioria.

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