- O governo venezuelano não poderá pagar os honorários legais de Nicolás Maduro, segundo o advogado de defesa.
- A lei venezuelana determina que o governo pague as despesas do presidente e da primeira-dama; Pollack afirmou que, neste caso, o governo tem obrigação de arcar com os honorários de Maduro.
- O Departamento do Tesouro autorizou, em 9 de janeiro, uma exceção para o pagamento, mas revogou a permissão horas depois sem explicação.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, disseram não ter culpa em relação às acusações de tráfico de drogas e permanecem presos em Nova York, aguardando julgamento.
- A defesa afirmou que Flores poderia ainda receber recursos públicos para os honorários; a promotoria não comentou o caso.
A Justiça dos EUA bloqueou o pagamento pelas despesas legais de Nicolás Maduro, nação venezuelana. O caso envolve o ex-presidente venezuelano, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em Nova York, e sua esposa, Cilia Flores. O repasse de fundos seria feito pelo governo venezuelano.
A defesa de Maduro informou que, segundo a legislação venezuelana, o governo deve custear as despesas do presidente e da primeira-dama. A carta foi dirigida ao juiz Alvin Hellerstein, responsável pelo caso, e revela que a autorização prévia do Tesouro foi concedida e depois retirada sem explicação.
Segundo Barry Pollack, advogado de Maduro, a obrigação legal do governo venezuelano existe e Maduro não tem condições financeiras para arcar com os honorários. Pollack registrou a posição em documento datado de 20 de fevereiro e tornado público nesta semana.
Antes, o Tesouro dos EUA, em 9 de janeiro, havia liberado temporariamente uma exceção para o governo venezuelano pagar as despesas de Maduro, mas revogou a permissão horas depois. A razão oficial não foi divulgada.
Maduro e Flores se declararam culpados? alega-se que não. Eles se mantêm presos em Nova York, aguardando julgamento. As acusações podem resultar em décadas de prisão. A defesa sustenta a legitimidade de seu mandato, dado o cenário político na Venezuela.
A denúncia afirma que Maduro abusou de seu poder para favorecer traficantes ao longo de 13 anos no governo. Desde a captura, Delcy Rodríguez atua como chefe de Estado interina, enquanto Maduro afirma manter legitimidade presidencial.
O escritório do procurador federal em Manhattan não comentou o caso. O Tesouro não respondeu a pedidos de comentário. A divulgação pública ocorreu por meio de comunicação de Pollack, que também já representou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
Entre na conversa da comunidade