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EUA não permitem que governo venezuelano pague honorários de Maduro, diz advogado

EUA bloqueiam o governo venezuelano de custear honorários legais de Maduro; exceção de sanções foi concedida e revogada, segundo o advogado

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
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  • O governo venezuelano não poderá pagar os honorários legais de Nicolás Maduro, segundo o advogado de defesa.
  • A lei venezuelana determina que o governo pague as despesas do presidente e da primeira-dama; Pollack afirmou que, neste caso, o governo tem obrigação de arcar com os honorários de Maduro.
  • O Departamento do Tesouro autorizou, em 9 de janeiro, uma exceção para o pagamento, mas revogou a permissão horas depois sem explicação.
  • Maduro e a esposa, Cilia Flores, disseram não ter culpa em relação às acusações de tráfico de drogas e permanecem presos em Nova York, aguardando julgamento.
  • A defesa afirmou que Flore­s poderia ainda receber recursos públicos para os honorários; a promotoria não comentou o caso.

A Justiça dos EUA bloqueou o pagamento pelas despesas legais de Nicolás Maduro, nação venezuelana. O caso envolve o ex-presidente venezuelano, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em Nova York, e sua esposa, Cilia Flores. O repasse de fundos seria feito pelo governo venezuelano.

A defesa de Maduro informou que, segundo a legislação venezuelana, o governo deve custear as despesas do presidente e da primeira-dama. A carta foi dirigida ao juiz Alvin Hellerstein, responsável pelo caso, e revela que a autorização prévia do Tesouro foi concedida e depois retirada sem explicação.

Segundo Barry Pollack, advogado de Maduro, a obrigação legal do governo venezuelano existe e Maduro não tem condições financeiras para arcar com os honorários. Pollack registrou a posição em documento datado de 20 de fevereiro e tornado público nesta semana.

Antes, o Tesouro dos EUA, em 9 de janeiro, havia liberado temporariamente uma exceção para o governo venezuelano pagar as despesas de Maduro, mas revogou a permissão horas depois. A razão oficial não foi divulgada.

Maduro e Flores se declararam culpados? alega-se que não. Eles se mantêm presos em Nova York, aguardando julgamento. As acusações podem resultar em décadas de prisão. A defesa sustenta a legitimidade de seu mandato, dado o cenário político na Venezuela.

A denúncia afirma que Maduro abusou de seu poder para favorecer traficantes ao longo de 13 anos no governo. Desde a captura, Delcy Rodríguez atua como chefe de Estado interina, enquanto Maduro afirma manter legitimidade presidencial.

O escritório do procurador federal em Manhattan não comentou o caso. O Tesouro não respondeu a pedidos de comentário. A divulgação pública ocorreu por meio de comunicação de Pollack, que também já representou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

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