- Aproximadamente dois terços dos entrevistados pela Elabe disseram que vão impedir o bloco de esquerda radical, votando em outro partido no segundo turno.
- Cerca de 45% dos entrevistados disseram o mesmo para o Rassemblement National (RN), indicando menor toxicidade atribuída ao RN em relação ao LFI.
- O contexto inclui o assassinato do ativista de direita Quentin Deranque, de 23 anos, o que gerou comoção e crítica ao LFI.
- O RN tem usado a ameaça de violência de esquerda para ganhar credibilidade, e hoje é considerado o maior partido no parlamento, com potencial para vencer em 2027.
- O ex-presidente François Hollande pediu ao Partido Socialista que se afaste do LFI para consolidar o cordão sanitário contra o grupo.
Um levantamento da Elabe, divulgado nesta quarta-feira, aponta que a maioria dos eleitores franceses pretende impedir o avanço do espectro de esquerda radical em um eventual segundo turno. O estudo revela que dois terços votariam para manter a esquerda Unbowed (LFI) fora do governo, escolhendo outro partido no segundo turno.
Ainda segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados planejam o mesmo contra o partido de direita extrema, o National Rally (RN). A leitura é de que o RN já não é mais visto como a força política mais tóxica do país.
O anúncio ocorre após o assassinato do ativista de extrema direita Quentin Deranque, 23, supostamente cometido por militantes de esquerda. Uma assessora de um deputado da LFI está entre sete pessoas sob investigação formal pelo caso, segundo autoridades.
Contexto recente
O RN, alvo histórico de críticas por racismo e antissemitismo, busca ampliar sua credibilidade junto ao eleitorado. O partido é hoje a maior força parlamentar da França e é visto como provável vencedor nas próximas eleições de 2027.
Desde o homicídio, líderes do RN têm pedido que rivais formem um “cordão sanitário” contra a LFI, estratégia que parece ter encontrado receptividade entre parte dos eleitores, segundo a pesquisa.
Francois Hollande, ex-presidente socialista, pediu ao seu partido que se dissocie da LFI, sinalizando a pressão interna sobre as alianças políticas no espectro à esquerda.
Os dados e as análises são apresentados pela Reuters, com apuração de Inti Landauro e edição de Gabriel Stargardter e Toby Chopra.
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