- Democratas dizem que papéis de Epstein relacionados a Trump “desapareceram”, em desclasificação com milhões de registros.
- Cerca de cinquenta folhas incluem relatórios do FBI sobre entrevista de uma denunciante que afirmou ter sido agredida sexualmente por Trump e por Epstein, décadas atrás.
- Não está claro por que esses papéis sumiram; DOJ afirmou que apenas materiais reservados ou duplicados foram ocultados, e cogita que possam pertencer a uma investigação federal em curso.
- Trump nega conhecer crimes de Epstein e afirma ter sido exonerado; há acusações não verificadas ligadas a ele nas desclassificações, não comprovadas até o momento.
- O início da divulgação foi reportado por Roger Sollenberg e NPR; o Congresso abriu apuração sobre a conduta do DOJ na divulgação dos documentos.
Os democratas da comissão de Epstein da Câmara dos Deputados denunciaram o desaparecimento de cerca de 50 folhas de papéis relacionados a uma suposta denúncia envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o caso Epstein. A alegação envolve documentos de uma investigação não verificada por uma mulher que acusou Trump de agressão sexual na década de 1980.
Segundo reportagens, a desclassificação mais recente de arquivos do megainvestidor Jeffrey Epstein incluiu um índice de documentos ligados à queixa desaparecida. Os papéis somam aproximadamente 50 páginas e contêm resumos de entrevistas do FBI sobre o caso de 2019, quando Epstein foi preso e a mulher apresentou a denúncia.
A maior parte da documentação relevante foi tornada pública em uma das maiores liberações de arquivos já realizadas, com mais de três milhões de registros. A indefinição sobre o motivo da ausência permanece sob análise de autoridades e legisladores.
O Departamento de Justiça informou ao The New York Times que os materiais ocultos eram reservados ou duplicados. Em comunicado posterior, o órgão sugeriu ainda a possibilidade de os papéis pertencerem a uma investigação federal em curso.
Trump manteve posição de negação sobre qualquer envolvimento nos crimes atribuídos a Epstein. O ex-presidente admite amizade com Epstein, mas afirma não ter conhecimento de irregularidades ou de ataques a menores. A Casa Branca reiterou que não há evidências de participação.
A história começou a ganhar dimensão após reportagens independentes, incluindo a NPR e jornalistas que rastreiam as desclassificações. O representante Robert García, democrata da Califórnia, afirmou que o DOJ pode ter ocultado entrevistas do FBI com a suposta vítima.
Em paralelo, a defesa de Epstein e o contexto histórico apontam que nem todos os registros indicam culpa de Trump. A acusação não verificada permanece sob cuidado de investigações e de processos legais em andamento, sem confirmação pública de envolvimento direto.
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