- Países intensificam alertas para deixar Irã e região, com companhias aéreas reduzindo voos diante da escalada entre Estados Unidos e Irã.
- Austrália pediu aos dependentes de diplomatas em Israel e Líbano que deixem os dois países; ofereceu saídas voluntárias para dependentes de diplomatas em Emirados Árabes Unidos, Qatar e Jordânia.
- EUA evacuaram funcionários não essenciais e familiares do consulado em Beirute, citando avaliação de segurança.
- Companhias aéreas, como a KLM, suspendem voos para Tel Aviv entre Amsterdã e Tel Aviv, por questões operacionais ligadas às tensões na região.
- Outros países pedem que seus nacionais deixem o Irã ou adiem viagens: Chipre, Alemanha, Índia, Polônia, Sérvia e Suécia; Singapura recomenda adiar viagens; Brasil já recomendou deixar Irã e, anteriormente, Líbano.
O alerta internacional sobre viagens ao Oriente Médio se intensificou à medida que as tensões entre Estados Unidos e Irã aumentam. Países informaram aos seus cidadãos para deixarem Israel, Líbano e áreas vizinhas, com escalada de tensões e uma considerável presença militar dos EUA na região. A medida ocorre durante negociações sobre o programa nuclear iraniano.
França, Alemanha, Índia, Sérvia, Suécia e C‑Cypru, entre outros, pediram que seus nacionais deixem posições estratégicamente sensíveis ou adiem viagens ao Irã e a áreas do entorno. Ações variam entre evacuações voluntárias de dependentes de diplomatas e recomendações de adiamento de viagens, segundo comunicados oficiais.
Mudança de cenário diplomático
A Austrália informou à imprensa que dependentes de diplomatas em Israel e no Líbano devem deixar os dois países, enquanto ofereceram saídas voluntárias para dependentes no Emirados Árabes, no Qatar e na Jordânia, citando deterioração da segurança regional.
O governo norte‑americano retirou funcionários não essenciais e familiares elegíveis da embaixada em Líbano, citando avaliação do ambiente de segurança. O diálogo com Irã está em estágio crítico, com autoridades americanas ressaltando que concessões significativas são esperadas.
Repercussos no setor de aviação
KLM suspendeu temporariamente voos entre Amsterdã e Tel Aviv a partir de 1º de março, alegando questões operacionais e comerciais. A companhia não vinculou a decisão diretamente ao embalo de tensões, mas o contexto regional também pesou na decisão.
Diversos governos mantêm mensagens de alerta aos seus cidadãos. Singapura orientou continuar adiando viagens ao Irã, enquanto a Alemanha, o Chip e a Índia também pediram retirada de parte de seus nacionais. Não houve divulgações de medidas adicionais por parte de alguns países.
Este panorama ocorre em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano, com o Irã afirmando que não cederá a pressões externas. O governo americano afirma que o Irã está reconstruindo seu arsenal, enquanto busca acordos que avansem nas conversas. A situação na região segue sob monitoramento intensivo pelas autoridades internacionais.
Fonte: Reuters.
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