- A administração de Donald Trump recebeu Tommy Robinson para uma reunião no Departamento de Estado, em Washington, hospedado pelo assessor sênior Joe Rittenhouse.
- Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon, tem antecedentes criminais que incluem agressão, uso de passaporte falso, fraude hipotecária e desprezo a decisão judicial.
- O ativista afirmou nas redes sociais ter sido convidado pelo Departamento de Estado, destacando a defesa da liberdade de expressão.
- Ele havia deixado o Reino Unido após avisos policiais de que havia sido identificado em publicação do Estado Islâmico que incentivava violência contra ele; afirmou precisar se deslocar para a segurança da família.
- A crítica chegou da parlamentar Maggie Chapman, que disse ser alarmante receber extremistas e pediu ações internacionais para defender direitos humanos e democracias inclusivas.
O governo dos Estados Unidos recebeu o ativista de extrema direita Tommy Robinson para uma reunião no Departamento de Estado, em Washington. Robinson, de 43 anos, foi hospedado por um assessor sênior do órgão, Joe Rittenhouse. A reunião ocorreu no contexto de diálogos sobre liberdade de expressão e relações transatlânticas.
Rittenhouse publicou nas redes sociais que se sentia honrado em receber o que chamou de defensor da livre expressão. Segundo ele, a presença de Robinson no Departamento de Estado representa, para ele, um avanço na defesa da liberdade de expressão.
Robinson, cuja identidade real é Stephen Yaxley-Lennon, tem histórico de condenações envolvendo agressão, uso de passaporte falsificado, fraude hipotecária e desobediência a ordens judiciais em relação a acusações repetidas contra um refugiado sírio. O ativista também já mencionou, em postagens, ter deixado o Reino Unido por questões de segurança.
Repercussões e contexto
No início deste mês, Robinson comunicou que havia deixado o país após receber orientação policial sobre uma possível menção em uma publicação associada ao Estado Islâmico, a qual incitaria violência contra ele. Em caso anterior, ele foi absolvido de uma acusação ligada a uma recusa de fornecer acesso ao celular durante uma abordagem de fronteira, em Folkestone, no condado de Kent.
A notícia da presença de Robinson nos EUA gerou críticas de políticos e organizações. Maggie Chapman, parlamentar escocesa do Partido Verde, afirmou que a recepção do ativista pela administração de Washington é motivo de preocupação, destacando que o líder tem histórico de islamofobia e retórica de ódio. Ela ressaltou a importância de cooperação internacional para combater o ódio e defender direitos humanos, em vez de tratar extremistas como atores políticos legítimos.
Fonte: informações veiculadas por veículos britânicos e declarações públicas envolvendo as partes.
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