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Rússia abre caso penal contra fundador do Telegram por cooperação com terrorismo

FSB abre caso criminal contra Pavel Durov por suposta colaboracao com terrorismo; Telegram é acusado de não bloquear 154.000 canais vinculados à oposicao

Pável Durov, fundador y consejero delegado de Telegram, en una conferencia en el Mobile World Congress de Barcelona en febrero de 2016.
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  • O Serviço Federal de Segurança (FSB) abriu um caso penal contra o empresário Pavel Durov, fundador do Telegram, por suposta colaboração com o terrorismo, acusando a plataforma de não bloquear mais de 154.000 canais e chats ilícitos.
  • As autoridades dizem que esses espaços promoviam desde oposição até sabotagens, pornografia infantil e tráfico de drogas, incluindo ataques recentes coordenados via Telegram.
  • Moscou vem pressionando plataformas de mensagens a se alinharem ao serviço estatal Max, com bloqueios parciais ao Telegram e ameaça de restrições totais.
  • O Telegram tem base em Emirados Árabes Unidos, após Durov ter deixado a Rússia; o acordo de cooperação com o FSB em 2020 ficou no passado.
  • O caso intensifica a pressão sobre Durov em meio a investigações legais em outros países e a debates sobre restrições ao Telegram, com impacto também nas comunicações de forças no front.

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia abriu um processo penal contra o fundador da Telegram, Pavel Durov, por suposto crime de colaboração com o terrorismo. A acusação alega que a plataforma não bloqueou mais de 154 mil canais e chats usados para atividades oposicionistas, sabotagens e outras infrações.

Segundo veículos oficiais, a investigação aponta que conteúdos de extremismo, crimes e pornografia infantil teriam sido veiculados em canais da plataforma. O caso amplia pressões sobre o serviço de mensagens, já alvo de bloqueios parciais e de exigências de cooperação com as autoridades.

Durov mantém a Telegram fora da jurisdição russa, com base nos Emirados Árabes Unidos, após deixar o país por divergências sobre cooperação com o FSB. Moscou já havia intensificado ações contra plataformas de mensagens para favorecer o uso de um serviço próprio, vinculado aos serviços de espionagem.

Contexto político e jurídico

A abertura do processo ocorre em meio a uma ofensiva do Kremlin contra redes de comunicação e à possibilidade de extradição do empresário. Autoridades russas citam ataques a estabelecimentos e a militantes nacionais como incidentes ligados à utilidade da plataforma para planejamento de ações violentas.

Alguns veículos afirmam que milhares de casos envolvendo Telegram constam em dossiês de segurança desde o início da invasão da Ucrânia. A Justiça russa tem, no passado, enquadrado organizações independentes como indesejáveis ou extremistas, o que impacta as operações da empresa no país.

Telegram negou ter colaborado com atividades ilícitas em disputas jurídicas internacionais. Em várias frentes, a empresa enfrenta ações legais em diferentes países e restrições impostas por autoridades de várias nações, gerando desdobramentos para usuários e para operadoras digitais.

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