- Laurence des Cars entregou a demissão da presidência do Louvre a Emmanuel Macron, em “ato de responsabilidade” após apuração parlamentar que chamou o museu de “estado dentro de um estado” e apontou falhas sistêmicas.
- O Louvre sofreu o que é descrito como o maior furto dos últimos anos: joias Napoleônicas avaliadas em € 88 milhões foram furtadas em sete minutos por ladrões que ingressaram por meio de um elevador de móveis.
- O roubo ocorreu no mês de outubro; quatro homens já foram presos e estão sob investigação, mas as joias ainda não foram recuperadas.
- A investigação sobre um possível esquema de fraude de ingressos de € 10 milhões resultou na detenção de nove pessoas, entre elas dois funcionários e vários guias.
- O episódio ocorre em meio a greves de funcionários e críticas à renovação de segurança no museu, com protestos contra aumento de ingressos para visitantes não pertencentes à União Europeia.
Laurence des Cars renunciou à presidência do Louvre, Paris, poucos meses após um assalto que alvo a Galeria Apollo e levou joias de Napoleão, avaliadas em cerca de 88 milhões de euros. A diretora entregou o cargo ao presidente Emmanuel Macron, que classificou a decisão como de responsabilidade.
A mudança ocorre em meio a uma série de crises no museu e a uma apuração parlamentar que chamou o Louvre de “estado dentro de um estado”. O relatório apontou falhas sistêmicas, descrença no risco e gestão aquém do necessário para enfrentar grandes projetos de segurança.
Des Cars, de 59 anos, assumiu a posto em 2021. Em entrevista posterior ao assalto, reconheceu falhas graves na cobertura de câmeras externas e afirmou que, apesar do esforço, houve erro. A direção informou ao Palácio do Eliseu que a decisão busca manter a calma e dar impulso a reformas.
O assalto ocorreu em outubro, quando criminosos utilizaram um elevador de móveis para acessar uma janela, quebraram vitrines e fugiram em scooters em apenas sete minutos. Quatro suspeitos foram presos e as joias ainda não foram recuperadas.
Entre as peças desaparecidas estavam um colar com esmeralda e diamantes, presente de Napoleão I à sua segunda esposa, e uma diadema com centenas de pérolas e diamantes que pertencia à esposa de Napoleão III. O museu continua investigando o caso com apoio das autoridades.
Nos últimos meses, o Louvre enfrentou greves de funcionários e pressões por reformas, incluindo investimentos em segurança e reajustes salariais. A direção também avaliou o impacto de recentes aumentos de ingressos para visitantes não pertencentes à União Europeia.
Paralelamente, a polícia investigava um possível esquema de venda de ingressos circulando por cerca de 10 milhões de euros, com prisões de funcionários e guias de turismo, conforme apurados neste mês. As autoridades continuam a apurar responsabilidades.
Segundo autoridades, o relatório de auditoria estatal descreveu o furto como um alerta extremo sobre a velocidade e efetividade desejadas das melhorias de segurança no museu. A direção do Louvre afirmou que as medidas precisam avançar sem atraso.
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