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EUA anunciam grandes planos para o Cáucaso

EUA fortalecem laços com Armênia e Azerbaijão para criar o corredor TRIPP, conectando tráfego e energia e redefinindo a geopolítica caucasiana

Armenian Prime Minister Nikol Pashinyan, U.S. President Donald Trump, and Azerbaijani President Ilham Aliyev attend a ceremony.
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  • Os EUA têm ampliado o envolvimento com a Armênia e o Azerbaijão para fortalecer alianças regionais e facilitar uma mediação diplomática entre os dois países.
  • O impulso acontece em meio a mudanças no cenário regional, com Washington buscando ligar a região caucasiana a partir de acordos de normalização entre Baku e Yerevan.
  • O acordo de 2025 prevê a criação de um corredor de trânsito denominado TRIPP, que ligará o Azerbaijão à Nakhchivan através do território armênio, com foco em infraestrutura rodoviária, ferroviária e de oleoduto.
  • A participação norte-americana envolve direitos exclusivos de desenvolvimento por noventa e nove anos, com a TRIPP Development Company registrados com participação dos EUA em 74% e da Armênia em 26%.
  • Desafios incluem a conclusão formal da normalização, as eleições parlamentares na Armênia em junho e o oposicionismo interno, além de resistência de Rússia e Irã, em meio a interesses de China na região.

O governo dos EUA intensificou de forma discreta a cooperação com Armênia e Azerbaijão, visando construir aliados regionais e ampliar conectividade no Cáucaso. A iniciativa ocorre em meio a tensões na região e a uma agenda de competição estratégica com Rússia e China.

Os trabalhos incluem esforços diplomáticos para facilitar normalização entre os dois países, que historicamente vivem conflito sobre Nagorno-Karabakh. A partir de 2024, a gestão de Donald Trump passou a acelerar o processo, com visitas de líderes a Washington e uma assinatura de um acordo de paz em uma cerimônia na Casa Branca.

Um componente central é o chamado TRIPP, um corredor de trânsito que ligará Azerbaijão a Nakhchivan via território armênio, com vias rodoviárias, ferroviárias e de gasoduto. A proposta prevê direitos de desenvolvimento em favor dos EUA por quase um século, com participação majoritária de uma empresa financiada por Washington.

Ontem, autoridades americanas revelaram detalhamentos do acordo, destacando que o TRIPP deverá facilitar a conectividade regional e diversificar rotas de energia. Armanenses e azerbaijanenses mantêm posição de cooperação sob supervisão internacional, com foco em comércio e infraestrutura.

Críticos na região mencionam riscos regionais, incluindo a oposição da Rússia a projetos de conectividade que diminuam seu papel como provedor de energia. Analistas também destacam que as eleições parlamentares na Armênia, previstas para junho, podem influenciar o ritmo e o conteúdo do acordo.

A China observa a evolução do corredor, vendo oportunidades na chamada Rota do Meio para integrar Cáspio, Cáucaso e Europa. Ainda não houve conclusão formal da normalização entre Armênia e Azerbaijão, e atores regionais seguem atentos ao impacto das mudanças sobre paz, segurança e energia.

O episódio ressalta o papel dos EUA como participante ativo na geopolítica euro-asiática, buscando moldar dinâmicas regionais sem abrir mão de outros conflitos globais. O desdobramento pode servir de modelo para iniciativas internacionais em contextos similares.

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