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Estados condenam violações russas em reunião da ONU sobre a Ucrânia

Diversos países ocidentais condenam agressão russa na ONU, reforçando apoio à Ucrânia no quarto aniversário da invasão

Men remove debris from the roof of a house at the site of residential area damaged by a Russian missile strike, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv region, Ukraine February 22, 2026.
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  • Em uma reunião da ONU em Ginebra, no dia 24 de fevereiro, dezenas de países, em sua maioria ocidentais, apoiaram a Ucrânia e condenaram a agressão russa, em comemoração ao quarto aniversário da invasão.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu que aliados mantenham o apoio, apesar de divisões entre parceiros europeus sobre um novo pacote de sanções contra Moscou.
  • Espen Barth Eide, ministro das Relações Exteriores da Noruega, afirmou que a Rússia violou “toda a regra” e que “tudo o que a ONU representa está sendo violado”; o governo dos EUA não participou com representante.
  • Um grupo de diplomatas, em sua maioria europeus, deixou uma sessão do Conselho de Desarmamento em Genebra durante discurso do embaixador russo Gennady Gatilov, reunindo-se do lado de fora com a bandeira ucraniana.
  • A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, disse que uma moção deve ser apresentada em Nova York expressando preocupação com a invasão russa e pedindo cessar-fogo incondicional e paz duradoura.

Dozens of estados ocidentais se reuniram em Genebra para apoiar a Ucrânia e condenar a agressão russa, na reunião da ONU realizada na quinta-feira, 24 de fevereiro, marco de quatro anos da invasão. O encontro ocorreu junto ao Conselho de Direitos Humanos, com a presença de representantes de países como França, Reino Unido, Canadá, Japão e Peru. Não houve participação dos Estados Unidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu o apoio contínuo dos aliados em Kyiv, destacando a importância de manter pressão internacional diante de divergências sobre novas sanções contra Moscou. As declarações foram feitas durante a sessão paralela à reunião no Conselho de Direitos Humanos.

O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, afirmou que o que a Rússia faz na Ucrânia viola princípios básicos do direito internacional. Ele ressaltou que toda a função da ONU está sendo desrespeitada e encerrou o discurso com um tom de protesto, sem mencionar medidas específicas.

Participação e contexto

Uma parte dos diplomatas europeus também se manifestou externamente. Um grupo de representantes abandonou uma fala do embaixador russo Gennady Gatilov na Conferência de Desarmamento, reunindo-se do lado de fora com a bandeira ucraniana. A ação ocorreu durante a cerimônia em Genebra.

O tema também chega ao âmbito da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, informou a intenção de apresentar uma moção de preocupação com a invasão da Ucrânia, pedindo cessar-fogo incondicional e paz duradoura.

Desdobramentos diplomáticos

A cobertura destacou que a reação internacional permanece centrada na pressão por soluções diplomáticas e na condenação de ações militares. O encontro reuniu aliados ocidentais para reafirmar apoio a Kyiv e reiterar a necessidade de responsabilização de ações consideradas violadoras do direito internacional. A Reuters acompanhou o desdobramento, com reportagem de Emma Farge e Cecile Mantovani.

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