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Trump intensifica fiscalização do financiamento estrangeiro a faculdades

Estado auxilia o Departamento de Educação na fiscalização de financiamento estrangeiro em universidades, com novo portal de reporte

A general view of the U.S. State Department building in Washington, D.C., U.S., July 11, 2025. REUTERS/Annabelle Gordon
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  • A administração Trump está ampliando a apuração sobre financiamento estrangeiro em universidades dos EUA, com o Departamento de Estado auxiliando o Departamento de Educação.
  • Em abril de 2025, foi emitida uma ordem executiva para aplicar a Seção 117 da Lei de Educação Superior, que exige que instituições relatem doações ou contratos acima de $ 250 mil de origem estrangeira.
  • Em dezembro, o Departamento de Educação lançou um portal para as universidades relatarem esse financiamento.
  • O objetivo é aumentar a conformidade e a transparência, sem detalhar exemplos específicos de influência indevida.
  • Em 2025, foram divulgadas 8.300 transações totalizando $ 5,2 bilhões, com Qatar sendo a maior fonte ($ 1,1 bilhão), seguido por Reino Unido ($ 633 milhões) e China ($ 528 milhões).

A administração Trump intensificou os trabalhos para identificar o que considera influência estrangeira prejudicial em universidades norte-americanas. O Departamento de Estado passa a apoiar o Departamento de Educação nessa verificação, conforme anúncio feito na segunda-feira.

O governo federal tem criticado o papel de financiamentos estrangeiros em instituições de ensino superior, citando preocupações com políticas pró-Palestina, mudanças climáticas, e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, que são vistas como limitadoras da liberdade acadêmica. Trump já havia ameaçado cortar recursos federais a universidades.

Em abril de 2025, o presidente assinou ordem executiva para reforçar a aplicação da Seção 117 da Higher Education Act, que exige relatório de doações ou contratos superiores a 250 mil dólares de origem estrangeira. Em dezembro, o Departamento de Educação lançou um portal para as instituições reportarem esse tipo de financiamento.

Segundo a subsecretária de Diplomacia Pública, Sarah Rogers, o novo papel do Estado busca fortalecer a conformidade governamental. Em coletiva, ela afirmou que o Departamento de Estado aplicará expertise de segurança nacional para aprimorar a supervisão do Educação.

Autoridades não detalharam exemplos específicos de influência estrangeira que tenham impactado de forma indevida as instituições. A comunicação destacou, porém, a intenção de ampliar a conformidade e a transparência.

O Ministério da Educação informou que, em 2025, universidades relataram 8 bilhões de dólares em transações, envolvendo governos, empresas e indivíduos. Segundo o levantamento, a principal fonte foi o Catar, com 1,1 bilhão de dólares, seguido pelo Reino Unido e pela China.

A matéria ressalta que o interesse público é monitorar o fluxo de recursos, com foco na integridade do ambiente acadêmico e na proteção de políticas públicas que orientem a fiscalização sem comprometer a liberdade de ensino.

Fonte: Reuters.

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