- A Nova Zelândia tornou-se o segundo país da Commonwealth a apoiar a remoção de Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão, após sua prisão por suspeita de má conduta no serviço público.
- O porta-voz do primeiro-ministro Christopher Luxon afirmou que, se o governo britânico propuser a remoção, a Nova Zelândia a apoiará.
- Luxon disse que o governo já manteve contato com o Gabinete do Reino Unido.
- O ex-príncipe é oitavo na linha de sucessão, mesmo tendo renunciado aos títulos em outubro por ligações com Jeffrey Epstein.
- A remoção dependeria de lei do parlamento britânico e do apoio dos 14 países da Commonwealth em que Charles é chefe de Estado; os demais ainda não se posicionaram.
New Zealand declarou apoio à remoção de Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão britânica caso o Reino Unido firme uma posição nesse sentido. A afirmação vem após a prisão do ex-príncipe, sob suspeita de má conduta no cargo público. O governo neozelandês sinalizou disposição de seguir a decisão londrina.
Um porta-voz do primeiro-ministro Christopher Luxon disse que, se o governo britânico apresentar proposta de remoção, a Nova Zelândia a apoiará. Luxon informou ainda que o país manteve contato com o Cabinet Office do Reino Unido. A posição foi reiterada após a confirmação da Austrália sobre tratar o tema.
Contexto internacional e status na linha de sucessão
O ex-príncipe é oitavo na linha de sucessão ao trono, atrás de William, Harry e seus filhos, mesmo tendo renunciado aos títulos em outubro. Mesmo sem acusações criminais formais, surgiram questionamentos sobre sua continuidade na linha de herdeiros. Mountbatten-Windsor permanece como conselheiro de Estado, função reservada a royals adultos.
O governo britânico avalia a possibilidade de mudar a legislação para retirar o direito de herdar o trono, após a conclusão das investigações. Qualquer mudança exigiria aprovação do parlamento do Reino Unido e do conjunto de 14 países da Commonwealth onde Charles é chefe de Estado, incluindo Austrália, Canadá e Nova Zelândia.
Reação australiana e continuidade da pauta
O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese comunicou, por carta ao premiê britânico Keir Starmer, que apoiaria a remoção caso seja apresentada. Albanese descreveu as acusações como muito sérias e destacou queda de imagem, mantendo, no entanto, a posição de que Mountbatten-Windsor permanece na linha de sucessão enquanto não houver decisão final.
Buckingham Palace afirmou não se opor a planos de remoção caso haja base legal, com o rei destacando que a lei deve seguir seu curso. A decisão final ainda depende de desfechos oficiais das investigações e de tramitação legislativa no Reino Unido.
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