- O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, afirmou que a Turquia concordou em reaver cidadãos turcos entre os detidos do Estado Islâmico transferidos do território sírio para o Iraque.
- A operação, organizada com os Estados Unidos, ocorreu após as tropas curdas se afastarem e encerrarem campos e prisões que abrigavam suspeitos há quase uma década.
- Bagdá informou que vai julgar os suspeitos por terrorismo no seu sistema judicial, e tem feito apelos para que outros países recebam seus cidadãos entre os detidos.
- Hussein disse a Tom Barrack, enviado dos EUA, que o Iraque mantém conversas com outras nações sobre repatriação e já fechou acordo com a Turquia.
- Em apresentação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Hussein pediu que estados recuperem seus cidadãos envolvidos em atos terroristas para serem julgados em seus países de origem.
Iraque afirma que Ancara concordou em reassumir a responsabilidade por cidadãos turcos entre os detidos ligados ao EI transferidos da Síria para o Iraque quando campos e prisões foram fechados nas últimas semanas. A operação ocorreu após a retirada de forças curdas.
Bagdá informou que pretende levar os suspeitos à Justiça sob seu sistema penal, ao mesmo tempo em que pediu a outros países que assumam a repatriação de seus nacionais entre os detidos. O ministro das Relações Exteriores, Fuad Hussein, disse a um enviado dos EUA que havia conversas em curso com diversas nações sobre esse tema.
Hussein também declarou, em uma reunião com o representante norte-americano Tom Barrack, que houve acordo com a Turquia para a repatriação. Em outra frente, o ministro comunicou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU a necessidade de países recuperarem seus cidadãos envolvidos em atos terroristas para serem julgados nos seus países de origem.
Repatriação em pauta
O destino dos combatentes do EI, bem como de milhares de mulheres e crianças associadas ao grupo, tornou-se uma questão urgente após o colapso das forças curdas que os guardavam, diante de uma ofensiva do governo sírio. O EI exigiu controle de vastas áreas entre 2014 e 2017, mas perdeu território com campanhas regionais e coalizão liderada pelos EUA.
Acordos de repatriação aparecem num momento de pressão internacional para definir responsabilidades legais e humanas sobre quem esteve ligado ao grupo extremista. O Iraque busca manter procedimentos judiciais locais, enquanto outros países avaliam a melhor forma de tratar seus cidadãos detidos.
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