- Hungria pretende bloquear as sanções da União Europeia contra a Rússia e o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, citando interrupção no oleoduto Druzhba atribuída a Kyiv.
- ataques na região sul de Odesa deixaram duas pessoas mortas enquanto a Ucrânia se aproxima do quarto aniversário da invasão russa em grande escala.
- o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse à BBC que Putin já “começou” a Terceira Guerra Mundial e pediu resposta internacional firme.
- os ministros da União Europeia se reuniram em Bruxelas diante de atritos sobre o novo pacote de sanções e questões energéticas relacionadas à interrupção do Druzhba; Hungria e Eslováquia ameaçam interromper exportações de energia de emergência.
- a Rússia intensificou ataques com drones na região de Odesa; Kyiv afirma que forças ucranianas recuperaram cerca de 400 quilômetros quadrados no flanco sul.
O governo da Hungria avisou que bloqueará o sexto pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia e atrasará o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. A decisão ocorre na véspera do quarto aniversário da invasão russa, com ataques na região de Odesa deixando mortos.
Em Bruxelas, ministros europeus discutiam as medidas enquanto o governo húngaro citava falhas no oleoduto Druzhba como motivo para a paralisação do empréstimo e das sanções. Budapest sustenta que a interrupção afeta a segurança energética do país.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou à BBC que Putin já iniciou uma terceira guerra mundial, destacando a necessidade de resposta intensa da comunidade internacional. Kiev busca manter o apoio ocidental para sustentar o conflito.
O envolvimento da Hungria se deu após um embate entre países da UE e a Eslováquia, que também tem interesse em manter aberto o fornecimento de energia. A drástica posição húngara intensifica a tensão política na região.
Ataques aéreos russos atingiram infraestrutura portuária em Odesa, conforme autoridades locais. Na região vizinha, explosões danificaram instalações energéticas, elevando preocupações sobre o fornecimento de energia na Ucrânia.
O chanceler húngaro afirmou que a posição de Budapest não mira a Ucrânia, mas rejeita uma postura hostil que compromete a segurança energética nacional. O primeiro-ministro Orban mencionou o objetivo de impedir o empréstimo até a solução do problema no Druzhba.
Especialistas apontam que a continuidade das sanções depende de consenso entre os Estados-membros. Além disso, a União espera manter apoio internacional para o auxílio a Kiev, com negociações em andamento em Bruxelas.
Observadores indicam que a violência na região de Odesa pode influenciar o ritmo das negociações de paz. Enquanto isso, a Ucrânia denuncia dificuldades para restaurar rotas de exportação, com impactos na economia e no abastecimento regional.
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