- Fiji enfrenta epidemia de HIV com crescimento rápido: mais de 1.200 diagnósticos nos primeiros seis meses de 2025, em ritmo de aceleração global.
- A transmissão de mãe para filho amplifica o problema, com uma bebê sendo diagnosticada semanalmente e crianças em unidades de UTI recebendo suporte vital.
- Fatores incluem uso de metanfetamina, prática de compartilhamento de agulhas, baixo acesso a testes e tratamento, além de estigma cultural.
- Medidas em andamento: aumento da testagem, clínicas móveis, uso de antirretrovirais na gravidez e prep (profilaxia pré-exposição) para mulheres, além de abrigos de apoio para jovens.
- Desafios permanecem: preconceito, falta de conhecimento e necessidade de mais ações governamentais para reduzir danos e transformar a epidemia em uma resposta mais ampla.
A crise de HIV em Fiji segue ganhando ritmo, atingindo principalmente jovens, parceiros de usuários de drogas e vítimas de violência sexual. Em meio a dados alarmantes, famílias se veem confrontadas com a transmissão de mãe para filho e com o impacto social do estigma. O aumento de casos tem ocorrido mesmo com avanços em tratamentos e prevenção.
Entre os casos mais sensíveis estão os da maternidade para a recém-nascida. Em muitos diagnósticos, crianças nascem com HIV a partir da mãe e constroem uma vida com tratamento crônico. Em paralelo, pais que vivem com HIV enfrentam diagnóstico de parceiros, agravando a dinâmica familiar sob pressão. A epidemia afeta comunidades inteiras, com serviços de saúde tentando ampliar o acesso a testes e tratamento.
A magnitude da crise fica clara nos números: em 2025, os primeiros seis meses registraram mais de 1.200 novos diagnósticos. O país tem hoje até 8.900 pessoas vivendo com HIV, conforme dados da UNAids, e as fatalidades envolvendo crianças sobem, com mortes mensais registradas entre menores de cinco anos.
Reconhecimento da extensão do problema
As autoridades estimam que, no momento, cerca de um bebê por semana está sendo diagnosticado com HIV via transmissão materna. Unidades de terapia intensiva têm visto aumento no número de bebês que precisam de suporte vital. Médicos alertam que a situação exige ações coordenadas de prevenção, testagem precoce e tratamento contínuo.
Saberes locais e respostas médicas
Especialistas de saúde pública destacam a necessidade de ampliar o conhecimento sobre HIV, reduzir o estigma e fortalecer a cadeia de testes. Programas móveis estão levando serviços a Suva e a comunidades remotas. A introdução de prevenção pré-exposição (Prep) está nos planos de implementação para ampliar proteção de mulheres.
Apoio institucional e caminhos futuros
O governo tem investido na resposta, com aportes significativos, ao lado de parceiros internacionais. Projetos de redução de danos, como programas de uso seguro de agulhas, são prioridade para reduzir novas infecções. Organizações locais atuam em casas de proteção e reabilitação, oferecendo suporte a jovens e mulheres impactados pela doença.
Narrativas de quem vive o desafio
Vítimas e familiares contam com redes de apoio para manter a adesão ao tratamento. Profissionais de saúde ressaltam que o diagnóstico de HIV para crianças é manejado com cuidado é necessário, para evitar estigmas e permitir continuidade de cuidados. O esforço conjunto busca preservar a saúde, os direitos e a dignidade de quem convive com a condição.
A persistência de ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento é vista como fundamental para reduzir danos a longo prazo. Profissionais, comunidades e governos mantêm o compromisso de enfrentar a epidemia com abordagem baseada em evidências, sem criar culpabilização.
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