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Decisão de ataques ao Irã por Trump será orientada por Kushner e Witkoff

Decisão de Trump sobre ataques ao Irã dependerá da avaliação de Kushner e Witkoff sobre se Teerã sabota o acordo nuclear, com Genebra definindo os próximos passos

President Donald Trump speaks at the White House in Washington DC on 23 February.
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  • A decisão de Trump sobre ataque a Irã dependerá, em parte, do julgamento dos enviados especiais Jared Kushner e Steve Witkoff sobre se Teerã está atrasando um acordo nuclear.
  • O governo prepara-se para receber a proposta iraniana nesta semana, antes de rodada de negociações em Genebra, descrita como última tentativa.
  • Se não houver acordo, Trump já sinalizou considerar ataques limitados para pressionar o Irã, ou um ataque maior para tentar mudar o regime.
  • Caine, Rubio e Witkoff expressaram cautela e preocupações sobre riscos e eficácia de uma intervenção, com debate sobre oferecer saídas para evitar conflito.
  • O Pentágono reuniu grande poder aéreo na região, com o porta-aviões Gerald Ford a caminho, para sustentar uma eventual campanha aérea prolongada.

Trump pode ordenar ataques a Iran, com base na avaliação de embaixadores especiais

A decisão de Trump sobre ataques a Iran depende, em parte, da avaliação dos seus enviados especiais, Jared Kushner e Steve Witkoff, sobre se Teerã está atrasando as negociações de um acordo nuclear. A informação é de pessoas familiarizadas com o assunto.

O presidente ainda não decidiu se haverá strikes, enquanto a administração aguarda a resposta iraniana a uma proposta esperada nesta semana. Segundo autoridades, as negociações de uma rodada final ocorrem em Genebra, nesta quinta-feira.

Witkoff e Kushner vão liderar as negociações, cuja probabilidade de acordo influenciará o cálculo de Trump. Se não houver acordo, há relatos de que o presidente considera ataques limitados ou, em caso extremo, uma ofensiva maior para mudança de regime.

Segundo uma autoridade da administração, Witkoff participa de todo o conjunto de reuniões sobre o tema e integra o grupo de aconselhamento a Trump. Kushner também tem participação central nas tratativas.

Trump recebeu várias informações sobre opções militares, incluindo uma recente exposição na Sala de Situação da Casa Branca. Diversos assessores da equipe executiva já apresentaram seus pontos de vista nos últimos meses.

Entre os principais astritos, estão o vice-presidente, JD Vance; o secretário de Estado, Marco Rubio; o diretor da CIA, John Ratcliffe; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o chair do Joint Chiefs, Gen Dan Caine; Susie Wiles, chefe de Gabinete; e Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional.

Vance apresentou argumentos a favor e contra ataques, questionando riscos. Caine expressou preocupação com o baixo estoque de sistemas antimísseis, apontando vulnerabilidades para uma retaliação iraniana de maior escala.

Em resposta, o governo de Washington tem estudado saídas para evitar conflitos, incluindo a possibilidade de permitir que o Irã mantenha capacidade limitada de enriquecimento apenas para fins médicos ou energéticos civis.

Rubio deve viajar a Israel para atualizar o presidente Benjamin Netanyahu sobre o avanço das negociações, em viagem marcada para o fim de fevereiro, segundo pessoas conhecidas com o tema.

Antes da sessão final de negociações, as posições no governo já apresentavam sinais de divergência. Witkoff afirmou à Fox News que a linha de Trump busca impedir qualquer enriquecimento nuclear, enquanto o ministro iraniano Hossein Araghchi disse a transmissão CBS que Teerã não está disposto a abrir mão da enriquecimento.

Os EUA reuniram, neste momento, o maior amontoado de poder aéreo no Oriente Médio desde a invasão de 2003. O porta-aviões USS Gerald Ford deve chegar à região nos próximos dias, aumentando a presença de caças modernos e aviões de apoio.

A aeronave de ataque seria capaz de sustentar uma campanha aérea prolongada, caso seja autorizada. Em operações do ano passado, os EUA já bombardearam alvos de enriquecimento, demonstrando capacidade de resposta, caso haja retaliação de Teerã.

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