- A Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas emergenciais impostas por Donald Trump, e o presidente anunciou uma tarifa global de 10%, ampliada no sábado.
- Brasil: o vice‑presidente Geraldo Alckmin disse que a tarifa de 10% não afetará a competitividade brasileira.
- União Europeia: Parlamento fará reunião de emergência para reavaliar o acordo comercial com os EUA, com possível tarifa de 15% sobre produtos europeus.
- França e Alemanha indicam respostas variadas, com França buscando reciprocidade e possíveis instrumentos de retaliação, e a Alemanha defendendo posição europeia unida.
- Países em vários continentes avaliam impactos e renegociam acordos: Canadá, Índia, México, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Reino Unido entre os citados.
Após o veto da Suprema Corte dos EUA às tarifas emergenciais impostas por Donald Trump, governos ao redor do mundo reagem a uma tarifa global de 10% anunciada pelo presidente. A decisão judicial abriu espaço para renegociações e ajustes em cadeias de suprimento globais, com impactos ainda incertos para várias economias.
A ação ocorre em meio à reavaliação de acordos comerciais e a medidas de resposta que vão de retaliação a cautela nas negociações. Países aguardam sinais sobre como o novo imposto afetará fluxos de comércio, investimentos e relações diplomáticas.
Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a tarifa de 10% não deve comprometer a competitividade brasileira e que a reação institucional pode fortalecer o comércio exterior do país.
União Europeia
Parlamentares europeus devem se reunir de emergência para revisar o acordo comercial com os EUA, que prevê retirada de tarifas sobre muitos produtos americanos e fixação de uma alíquota de 15% para produtos europeus.
França
O governo afirma que quer manter exportações em setores como agrícola, luxo, moda, cosméticos e aeronáutica com regras justas, buscando reciprocidade e evitar decisões unilaterais. O instrumento Anticoerção pode ser acionado como retaliação.
Alemanha
O vice-chanceler e ministro das Finanças destacou a necessidade de manter posição unida e de fortalecer a defesa econômica para evitar chantagem. Tarifas setoriais sobre automóveis e aço permanecem em vigor por outras vias.
Camboja
O vice-primeiro-ministro informou que o acordo de comércio recíproco com os EUA segue em andamento, ressaltando que o tratado envolve mais do que tarifas, incluindo temas acordados entre as partes.
Canadá
O ministro de Comércio com os EUA classificou a decisão como um reforço à posição do Canadá de que as tarifas sob poderes de emergência eram injustificadas.
Hong Kong
O Secretário para Serviços Financeiros e Tesouro avaliou que o impacto da tarifa de 10% sobre Hong Kong tende a ser limitado, segundo avaliações iniciais.
Índia
O Ministério do Comércio estuda as implicações da decisão. Líderes da oposição pedem renegociação do acordo com os EUA, enquanto associações de exportação elogiam um campo de jogo possivelmente nivelado.
Indonésia
O país informou que o acordo comercial com os EUA continua sob avaliação, já que as aprovações internas ainda são necessárias para entrar em vigor.
Malásia
O ministro responsável reconheceu que os EUA mantêm mecanismos legais para impor medidas. O governo observa o anúncio de uma tarifa temporária de 10% e analisa impactos potenciais.
México
O ministro da Economia planeja viajar aos EUA para tratar de questões comerciais, buscando preservar o livre fluxo de bens entre as duas nações.
Coreia do Sul
O governo afirmou que a decisão não comprometerá o acordo comercial mais amplo com Washington. A tarifa recíproca de 15% para alguns produtos é annulada, mas tarifas setoriais sobre automóveis e aço permanecem vigentes por leis distintas.
Taiwan
O porta-voz do governo sinalizou expectativa de impacto limitado da tarifa global de 10%, com avaliação inicial em andamento.
Tailândia
O governo continuará as negociações comerciais com os EUA, enquanto a incerteza sobre tarifas pode estimular estoques e aquecimentos de exportações no início do ano.
Filipinas
O secretário de Finanças reiterou que o país manterá diálogo com os EUA, destacando que a maioria das exportações filipinas para os EUA já era isenta de tarifas antes da decisão judicial.
Reino Unido
Autoridades britânicas trabalham para entender os efeitos da derrubada das tarifas, mantendo a expectativa de preservação de uma posição comercial privilegiada junto aos EUA.
— Leia mais sobre o tema em Bloomberg.com.
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