- Nigel Farage, líder do Reform UK, é acusado de “performing Maga stunts” após afirmar que o governo britânico o impediu de viajar para as Ilhas Chagos em uma missão humanitária.
- Ele teria voado para Maldivas para participar de uma delegação que ajudaria quatro chagossianos tentando estabelecer um assentamento na ilha, em protesto contra planos britânicos de transferir o controle para Maurício.
- Farage publicou um vídeo no X alegando que autoridades britânicas pressionaram o governo das Maldivas para impedi-lo de embarcar; não houve aviso prévio do governo britânico sobre a viagem.
- Segundo relatos, ele viajou de jato particular, ficou pouco mais de um dia nas Maldivas e retornou ao Reino Unido para a eleição indireta de Gorton e Denton, em Greater Manchester.
- O ex-secretário de Defesa, Ben Wallace, chamou a ação de Farage de “stunt barato” e o Foreign Office reiterou que o território britânico não é destino turístico e exige permissão para acesso.
Nigel Farage, líder do Reform UK, foi acusado de realizar supostas “demonstrações Maga” após afirmar que o governo britânico impediu sua viagem aos Chagos em uma missão humanitária. O político diz ter ido ao Maldivas para acompanhar uma delegação que pretende apoiar quatro Chagosianos na tentativa de retomada de território.
Segundo Farage, ele viajou de jato particular ao Maldivas e permaneceu pouco mais de 24 horas, sem ter visto autorização para ingressar no arquipélago britânico. Em vídeo publicado na rede social X, ele alegou pressão do governo britânico sobre o governo das Maldivas para impedir a viagem.
A agenda, no entanto, não estava previamente informada ao governo do Reino Unido, que disse não ter sido avisado sobre a intenção de Farage ou sobre a presença dele na região. O deslocamento ocorreu antes de uma eleição suplementar em Gorton e Denton, em Greater Manchester.
Contexto e autoridades
O governo britânico mantém restrições rígidas para entrada no território britano do Oceano Índico, com regras de permissão prévia e sem voos comerciais. Autoridades destacaram que a finalidade do território não é turística e que emergências de saúde ou condições climáticas extremas representam risco.
Ben Wallace, ex-ministro da Defesa, classificou a ação de Farage como manobra barata, citando regras de acesso aos pontos de base no BIEO (British Indian Ocean Territory). A fala ganhou tom crítico, enfatizando que permissões se aplicam a todas as instalações britânicas na região.
Um porta-voz do Foreign Office reiterou que a prioridade é a segurança dos deslocados e a viabilidade de sair do local, dado que o território não é habitável para residência permanente. Não houve confirmação de contatos oficiais entre Farage e autoridades maldivas.
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