- Lula afirmou que a relação Brasil–Estados Unidos deve voltar à normalidade e que houve cautela ao lidar com o tarifaço de Donald Trump.
- O presidente disse ter adotado decisões com cautela e que parte das ações foi adaptada pelo governo americano, enquanto a Justiça dos EUA contrariou a tese de Trump.
- Lula não comentou a decisão da Suprema Corte dos EUA, reconhecendo que não pode julgar decisões de outro país; Trump, por sua vez, anunciou novas tarifas globais de 15%.
- O petista ressaltou que não quer uma nova Guerra Fria e defendeu relações iguais com todos os países, buscando tratamento recíproco.
- Em março, Lula pretende discutir comércio, parcerias universitárias e investimentos com Trump; a viagem recente à Índia e à Coreia do Sul faz parte de agenda voltada ao fortalecimento do comércio e de parcerias estratégicas.
Na madrugada deste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a relação Brasil-Estados Unidos deve retornar à normalidade e que agiu com cautela diante do tarifaço promovido pelo ex-presidente Donald Trump. Ele disse ter decidido com prudência, especialmente quando a temperatura política era alta.
Lula também comentou não ter comentado a decisão da Suprema Corte dos EUA que bloqueou o tarifaço. Em reação, o governo americano anunciou novas tarifas globais de 15% em seguida. O presidente brasileiro ressaltou o princípio de não julgar decisões de outros países, nem suas instituições.
Sobre a relação com os EUA, o petista destacou o objetivo de evitar uma nova Guerra Fria e defender tratamento igualitário entre nações. Reiterou a importância de tratar todos com condições equivalentes, sem privilegiar nenhum bloco.
Perspectivas para o encontro com Trump
O presidente adiantou que a pauta do encontro marcado para março nos EUA será ampla, incluindo comércio, parcerias universitárias e ações para facilitar a presença de brasileiros nos EUA. Lula afirmou também pretender discutir investimentos dos EUA no Brasil.
Ele ressaltou que o objetivo é restabelecer uma relação civilizada e respeitosa, com condições recíprocas que beneficiem ambos os lados. A expectativa é chegar a um consenso que evite prejuízos a consumidores americanos.
Viagens à Índia e à Coreia do Sul
Lula embarcou na terça-feira para a Ásia, com paradas previstas na Índia e na Coreia do Sul, com foco em comércio e parcerias estratégicas. Em Nova Déli, recebeu receptividade após a visita de Modi ao Brasil em 2025.
No fim de semana, o presidente iniciou a etapa sul-coreana, com desembarque em Seul para cumprir agenda de cooperação. O governo informou que será assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, elevando o relacionamento a uma parceria estratégica.
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