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Dinamarca rejeita oferta de Trump de enviar navio-hospital para Groenlândia

Dinamarca rejeita a oferta de Trump de enviar buque hospital a Groenlândia, evidenciando tensões diplomáticas e diferenças entre sistemas de saúde

Vista panorámica de Nuuk, capital de Groenlandia, el 7 de febrero.
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  • Dinamarca rejeitou a oferta de Donald Trump de enviar um barco hospital para Groenlândia, território que pertence ao país.
  • O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o sistema de saúde de Groenlândia é público e gratuito, e que a sugestão seria uma opção deliberada dos EUA.
  • A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, também criticou a proposta, destacando o acesso gratuito e igualitário à saúde no seu país.
  • Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos vinham mantendo conversas diplomáticas desde o fim do mês anterior para resolver a crise e evitar desdobramentos na OTAN.
  • A notícia surge após a evacuação de um tripulante de submarino americano perto de Nuuk, capital groenlandesa, mas não ficou claro se isso influenciou a proposta de Trump.

A Dinamarca rejeitou a proposta de Donald Trump de enviar um barco-hospital para atender a população de Groenlândia. A sugestão do presidente americano foi conhecida dias após ele anunciar, nas redes sociais, que já havia mobilizado apoio com o governador da Louisiana e um enviado especial a Groenlândia.

O primeiro-ministro de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou publicamente que o sistema de saúde público da ilha oferece atendimento gratuito aos cidadãos, destacando a diferença em relação ao modelo americano, baseado em seguros. Nielsen disse ainda que preferia manter o diálogo com Copenhague.

A premiê dinesa, Mette Frederiksen, sustentou a mensagem, destacando o acesso universal e gratuito à saúde no país. Dados oficiais indicam que, em 2023, o gasto per capita com saúde nos Estados Unidos ficou em torno de 14.570 dólares, segundo a Fundação Peter G. Peterson. A Dinamarca reforçou a preferência por cooperação bilateral.

Groenlândia, Dinamarca e os Estados Unidos iniciaram conversas diplomáticas no fim do mês anterior para tratar da crise. As negociações ocorrem em meio a tensões que também afetam a OTAN, da qual Groenlândia é parte por meio de dinamarquesa.

Reação e desdobramentos diplomáticos

Segundo Nielsen, Groenlândia continua aberta ao diálogo com os EUA, desde que haja contato direto com autoridades locais. Ele pediu que Washington dialogue de forma mais direta, em vez de declarações públicas.

Na prática, a imprensa local informou que, a poucos dias, o Comando Conjunto Ártico da Dinamarca evacuou de Nuuk um tripulante de submarino americano que necessitava de tratamento médico urgente. Ainda não está claro se esse episódio influenciou as articulações diplomáticas.

Até o momento, Groenlândia permanece com seis unidades hospitalares para uma população inferior a 60 mil habitantes. Em fevereiro, o governo local firmou acordo com Copenhague para ampliar o acesso dos pacientes nativos aos serviços dinarmqueses.

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