- Atos em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, neste domingo, marcaram o quarto ano da invasão russa na Ucrânia.
- O objetivo é chamar a atenção da população e de políticos para a crise humanitária e manter o tema relevante no Brasil.
- A “fadiga do doador” é citada pelos voluntários; com o tempo, pessoas perdem o impulso de doar, o que dificulta o trabalho humanitário.
- Itens mais necessários hoje são os geradores de energia portáteis, para manter aquecimento e hospitais em funcionamento diante de apagões.
- Brasileiros vêm atuando como voluntários desde 2022, com alguns indo para a linha de frente; não há recrutamento oficial pela embaixada da Ucrânia.
Neste domingo (22), atos em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro marcam o quarto ano da invasão russa na Ucrânia. A comunidade ucraniana-brasileira busca renovar apoio político e humanitário, diante da queda de doações internacionais e da fadiga do conflito.
O objetivo das mobilizações é chamar a atenção da população e de autoridades para a crise humanitária que persiste. Com o conflito completando quatro anos, o grupo busca manter o tema ativo na agenda brasileira e evitar que o sofrimento ucraniano seja esquecido.
A chamada de atenção também aborda a chamada fadiga doador, um fenômeno em que a sociedade se acostuma com as notícias de guerra e reduz ajuda financeira e humanitária. O tema é destacad o como desafio para voluntários desde 2022.
Itens mais necessários
A prioridade atual é de geradores de energia portáteis. Ataques russos à rede elétrica provocam longos apagões e temperaturas extremas, dificultando aquecimento e funcionamento de hospitais. Doações em dinheiro são incentivadas para reduzir custos logísticos.
Especialistas destacam a importância de manter o fluxo de recursos para aquisição local de itens essenciais, complementando o apoio internacional com apoio financeiro direto aos projetos de assistência.
Participação brasileira e contexto global
Desde 2022, voluntários brasileiros têm atuado internacionalmente, alguns viajando sem recrutamento oficial da embaixada da Ucrânia. Estima-se que ao menos 23 brasileiros tenham morrido atuando em zonas de conflito, em diferentes levas de mobilização.
A mobilização brasileira também envolve debates sobre a geopolítica regional. Analistas apontam que a aproximação entre Rússia e governo brasileiro é observada como estratégica pelo Kremlin para manter influência na região.
Fonte: Gazeta do Povo.
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