- Os EUA pressionam países europeus para aumentarem o gasto com defesa e buscarem mais autonomia estratégica.
- A UE prepara uma nova diretiva de aquisição de defesa, prevista para o terceiro trimestre de 2026, que dá prioridade a armas europeias e é vista por Washington como protecionista.
- Washington afirma que a preferência europeia prejudicaria a flexibilidade dos estados-membros, atrasaria o rearme europeu e contrariaria compromissos da Declaração conjunta de 2025 sobre comércio e compras de defesa.
- O governo dos Estados Unidos ameaça retaliações, incluindo restringir o acesso de fabricantes norte-americanos ao mercado europeu, em resposta às compras de defesa da UE.
- Segundo o Sipri, 64% das importações da OTAN entre 2020 e 2024 vieram dos Estados Unidos, com apenas dois dos quatro maiores fornecedores europeus entre os demais: França e Alemanha.
- O Ministério das Relações Exteriores francês reagiu ao comentário do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dizendo que não quereria que a Europa fosse dependente dos EUA e que prefere parcerias fortes.
O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre a União Europeia para aumentar o gasto em defesa e buscar maior autonomia estratégica. Em meio a tensões com a UE, Washington critica a nova diretiva da blocos que prioriza a aquisição de armamentos europeus. A medida está prevista para o terceiro trimestre de 2026.
Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, a preferência europeia apresentada na diretiva de Aquisições de Defesa pode limitar a flexibilidade dos estados-membros para comprar equipamentos nacionais. O texto foi encaminhado à Comissão Europeia durante o período de observações.
Os EUA argumentam que a prioridade europeia prejudicaria a aliança transatlântica, dificultando metas da OTAN. Funcionários norte-americanos indicam possível retaliação caso a regra avance sem mudanças, citando impacto sobre fornecedores de armas dos EUA no mercado europeu.
A nota enviada também sustenta que a medida contraria compromissos assinados em 2025 entre EUA e UE sobre comercio e acordos recíprocos de defesa. Washington afirma apoiar o rearme europeu, mas quer evitar dependência de compradores preferenciais.
Dados do Sipri indicam que, entre 2020 e 2024, 64% das importações da OTAN vieram dos EUA, ante 52% no ciclo anterior. Franqueados europeus assim como Coreia do Sul, Israel e outras nações respondem por parcelas relevantes do mercado.
Reação francesa
O Ministério de Relações Exteriores da França respondeu pela rede social oficial, citando declarações do secretário de Estado dos EUA. O tom ressaltou a independência europeia e negou que a Europa deva ser vista como vassala dos EUA. A postagem acompanhou a crítica ao discurso de Washington.
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