- Andrew Mountbatten-Windsor foi o representante especial do Reino Unido para comércio internacional e investimento, cargo que envolvia encontros com empresários e líderes estrangeiros para promover os interesses britânicos e facilitar oportunidades de investimento.
- A nomeação ocorreu em outubro de 2001, durante o governo de Tony Blair, com o acordo do então ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, e da ministra de Comércio e Indústria, Patricia Hewitt.
- O posto recebeu apoio de figuras de ambos os principais partidos: Labour e Conservadores defenderam o trabalho dele ao longo dos anos, incluindo em 2011, quando foi reiterada a confiança no serviço prestado para promover exportações britânicas.
- A escolha foi polêmica desde o início, com críticas sobre seu histórico como “príncipe playboy” e relatos de tentativas do príncipe de Gales de obstruir a nomeação.
- O emprego não pagava salário, mas cobria despesas; as atividades envolveram contatos com governos e empresas, incluindo ligações com regimes controversos, como o Cazaquistão, e com pessoas associadas à família Gadaffi.
Andrew Mountbatten-Windsor, então o Duque de York, foi preso na quinta-feira sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, reacendendo o foco sobre seu antigo papel de representante especial do Reino Unido para comércio e investimento internacional. Ele nega irregularidades. A função envolve diplomacia comercial de alto nível.
O cargo foi criado para promover os interesses da indústria britânica e do país no exterior, com engajamento tanto no Reino Unido quanto no exterior e o manejo de briefings confidenciais sobre oportunidades de investimento. Exigiu coordenação estreita com missões comerciais e diplomáticas.
Nomeação e apoio político
Ele iniciou a função em outubro de 2001, durante o governo de Tony Blair, após deixar a Marinha. Em 2011, o gabinete informou que a nomeação foi feita com a concordância do então ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, e da secretária de Comércio Patricia Hewitt.
Apoio de diversos partidos
Mesmo em 2011, quando houve pedidas de que deixasse o cargo, recebeu stärk apoio de ministros conservadores. O então chanceler George Osborne elogiou o trabalho dele em promover exportações britânicas. Outros colegas da indústria defenderam que ele tinha priorizado o país.
Controvérsias desde o início
Desde o começo do milênio houve divergências entre apoiadores e críticos, por conta da imagem pública do príncipe. Autores relatam influências de Peter Mandelson na sua contratação, enquanto o irmão Charles tentava impedir a nomeação, citando riscos de constrangimento público.
Reuniões e relações internacionais
O posto envolveu encontros com empresários britânicos e estrangeiros, além de chefes de Estado. Em alguns casos, surgiram críticas por ligações com regimes questionados, como o do Cazaquistão, elevando a polêmica pública. Em 2007, o ex-proprietário da residência Sunninghill Park foi citado em negócios ligados ao caso.
Custos e remuneração
O cargo não previa salário, mas despesas e viagens eram pagas. Em 2011, um parlamentar estimou que o custo ao erário somava milhões de libras ao longo de uma década, sem incluir despesas com proteção.
O que houve depois
O resumo oficial aponta que há ainda uma comunidade de ex-atletas e figuras públicas atuando como enviados comerciais no Reino Unido. Entre eles, há quem tenha assumido funções similares em outras regiões, mantendo o papel de promover exportações britânicas.
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