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Venezuela concede liberdade plena ao opositor Juan Pablo Guanipa

Guanipa é liberto após 261 dias preso e cumprir prisão domiciliar; liberação coincide com aprovação da lei de amnistia para presos políticos na Venezuela

Juan Pablo Guanipa, el pasado 8 de febrero en Caracas tras su excarcelación.
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  • Juan Pablo Guanipa, dirigente opositor do Partido Primeiro Justiça, recebeu liberdade plena na madrugada desta sexta-feira, após 261 dias preso.
  • A libertação ocorreu pouco depois da aprovação definitiva da lei de amnistia a presos políticos, que foi desengavetada pela bancada oficialista do PSUV.
  • O anúncio foi feito pelo filho de Guanipa, Ramón Guanipa, que informou que aguarda apenas a comunicação escrita formalizando a soltura e a retirada da tornozeleira eletrônica.
  • Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram agentes retirando o dispositivo de monitoramento do tobillo do político.
  • Guanipa, de 61 anos, já havia sido excarcelado duas semanas antes, após cumprir o arresto domiciliário de 261 dias, e voltou a enfrentar o regime em meio a críticas à condução de autoridades venezuelanas.

O opositor venezolano Juan Pablo Guanipa foi liberado na madrugada desta sexta-feira, após 261 dias detido. A libertação ocorre pouco depois da aprovação definitiva da lei de amnistia a presos políticos, proposta pela base governista do PSUV com apoio da oposição tolerada na Assembleia Nacional.

A confirmação da liberdade partiu de Ramón Guanipa, filho do político, que informou que aguarda apenas uma comunicação escrita para formalizar a soltura e a retirada da tornozeleira eletrônica. Imagens mostraram agentes desengatando o dispositivo na residência de Guanipa.

Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, líder do partido Primeiro Justicia, integra o círculo de opositores próximos a Maria Corina Machado e Edmundo González. Em janeiro de 2026, já havia sido posto em liberdade condicional após ter cumprido 261 dias de prisão, sob acusações de terrorismo e associação para delinquir.

A primeira libertação permitiu que Guanipa se reunisse com apoiadores em Caracas e organizasse uma caravana pelas vias da cidade. No entanto, dias depois, voltou a ser colocado em prisão domiciliar na cidade de Maracaibo, sua base, para cumprir uma condenação.

Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça e figura de destaque do chavismo, havia sustentado a prisão de Guanipa e criticado a atuação de opositores, afirmando que a amnistia oferece uma oportunidade de retorno à política, sem, contudo, impedir ações de repressão. Cabello também participou do controle operacional do primeiro arresto do opositor.

A liberação de Guanipa é vista como um movimento com peso político e simbólico para a oposição. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Guanipa disse estar em liberdade plena e reforçou a disposição de buscar uma reconciliação nacional baseada na verdade, além de defender a libertação de demais presos políticos e o retorno de exilados.

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