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Suprema Corte freia ações de Trump

Supremo dos EUA declara inconstitucionais a maioria dos aranceles de Trump, reafirma a separação de poderes e aumenta a incerteza econômica global

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, en el Salón Oval de la Casa Blanca el 6 de marzo.
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  • O Tribunal Supremo dos Estados Unidos decidiu, por seis votos a favor e três contra, que a maioria dos aranceles impostos pelo presidente Donald Trump é inconstitucional.
  • A corte afirmou que a política comercial cabe ao Congresso e que o Poder Judiciário pode frear o Executivo quando há concentração de poder.
  • A decisão não classifica se os aranceles são bons ou ruins, mas afirma que não podem ser justificados pela lei de emergência econômica de mil novecentos setenta e sete; Trump excedeu seus poderes.
  • Para manter o protecionismo, o presidente precisará da autorização do Legislativo ou usar instrumentos legais diferentes, o que demanda tempo.
  • A decisão sinaliza que as instituições ainda funcionam, mas aumenta a incerteza para a economia global e pode impactar acordos comerciais e a arrecadação de aproximadamente duzentos bilhões de dólares.

O Tribunal Supremo dos Estados Unidos anulou a maior parte dos aranceles impostos pelo presidente. A decisão, de 170 páginas, foi aprovada por 6 votos a favor e 3 contra. O tribunal considerou que a política comercial é função do Congresso e não do Executivo. A retaliação econômica foi questionada sob a alegação de excesso de poder.

A corte não avaliou se os aranceles foram bons ou ruins para a economia. Constatou apenas que não podem ser justificados pela lei de emergência econômica de 1977. O Congresso pode delegar autoridade, dentro de limites, mas o governo excedeu esses parâmetros.

A decisão surge em um momento de maioria conservadora no tribunal e sinaliza que as instituições ainda funcionam. Mesmo em meio a avaliações sobre o risco de erosão democrática, o veredicto é visto por parte da comunidade como um freio institucional.

A decisão altera o horizonte para futuras medidas protecionistas. Se o Executivo quiser manter medidas desse tipo, precisará da aprovação do Legislativo ou recorrer a instrumentos legais mais demorados e com cobertura menos ampla.

O impacto imediato envolve o comércio global, já que acordos firmados nos últimos meses, inclusive com a União Europeia, ficam em revisão. Além disso, empresas veem possível devolução de cerca de 200 bilhões de dólares em recursos arrecadados com aranceles.

Espera-se que o governo examine outras opções legais para políticas comerciais, sem desconsiderar a necessidade de apoio parlamentar. A tutela ao equilíbrio entre poderes marca uma mudança de cenário para decisões protecionistas.

No curto prazo, investidores e mercados observam a reação dos demais atores econômicos. A indústria, as universidades e a sociedade civil haviam sido reticentes diante das medidas, o que pode?

O governo deverá deliberar sobre próximos passos, incluindo como tratar retroativamente eventuais cobranças e revisões contratuais com parceiros internacionais. As próximas fases dependem de novos arranjos legislativos.

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