- O primeiro‑ministro espanhol, Pedro Sánchez, mantém tom crítico em relação a políticas dos Estados Unidos, principalmente sobre defesa, migração e plataformas digitais, buscando apoio de seus eleitores.
- Sánchez publicou um artigo de opinião no New York Times afirmando que líderes no estilo MAGA enganam sobre migração e defendeu medidas para frear redes sociais, posicionamentos vistos como contrários à agenda de Washington.
- Assessorias próximas à Casa Branca pedem que Sánchez respeite metas de gasto militar da OTAN; o governo espanhol tem resistido a aumentar o investimento em defesa.
- A investigação dos EUA sobre o envio de armas para Israel e a recusa de Sánchez em permitir que embarcações com armas atracassem na Espanha provocaram tensão bilateral.
- Pesquisas mostram apoio maior à posição de Sánchez entre setores de esquerda na Espanha, com controvérsias entre aliados europeus e oposição conservadora sobre alinhar políticas com os EUA.
Pedro Sánchez mantém tom crítico em relação à política dos EUA, sinalizando distanciamento em defesa, migração e liberdade de expressão. O posicionamento é visto como estratégia para agradar eleitores na Espanha e aliados no Hemisfério Sul.
Analistas próximos à Casa Branca alertam que o governo espanhol precisa ter cautela com a retórica, especialmente ao recusar metas de gasto de defesa alinhadas à NATO e ao pressionar por controles mais rígidos sobre plataformas digitais.
Em um artigo de opinião no New York Times, Sánchez criticou líderes no estilo MAGA e afirmou que planos para restringir plataformas digitais podem fortalecer o social media, segundo leitura de apoiadores.
A postura do premiê é bem recebida por parte de seus apoiadores, que veem consistência com posições históricas de Espanha e com relações estratégicas no Sul Global, buscando reduzir dependência dos EUA e da China.
Sánchez enfrenta resistência de assessores próximos a Donald Trump, que destacam a necessidade de cumprir o alvo de gasto em defesa de 5% do PIB. O Brasil, a aliança UE e outros aliados já pressionam por maior alinhamento.
Um dos temas sensíveis envolve o não encaminhamento de navios com armas para Israel, o que levou a uma investigação dos EUA que pode afetar o fluxo de cargas espanholas para território americano.
Questionado sobre laços com Sánchez, um porta-voz do Departamento de Estado ressaltou interesse de seguir trabalhando com a Espanha em desafios comuns. Avaliações sobre o tema variam entre analistas.
Perspectivas na Europa e no Legislativo
Ganhando apoio de parte da opinião pública, Sánchez tenta mostrar firmeza externa enquanto enfrenta atritos com aliados europeus que discordam de seus planos de defesa.
Diplomatas europeus ouvidos anonimamente destacam que o espanhol busca convencer audiências internas com políticas externas firmes, mantendo o foco no interesse nacional.
Pesquisas recentes indicam que parte da população espanhola vê a intervenção dos EUA na Venezuela de forma crítica, além de apoio a medidas para frear ataques à liberdade digital.
Ao mesmo tempo, pesquisas indicam apoio considerável a ações do governo para conter plataformas digitais para menores de 14 anos, ressaltando divisão sobre defesa entre setores da sociedade.
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