- A detenção do ex-príncipe Andrew intensificou a crise das monarquias europeias após revelar ligações com Jeffrey Epstein.
- A princesa Mette-Marit, da Noruega, pediu desculpas por contatos com Epstein e enfrenta questionamentos públicos sobre sua atuação.
- O filho de Mette-Marit, Marius Borg Høiby, é alvo de processo com acusações de dezenas de delitos, entre eles violação, afetando a imagem da família real norueguesa.
- Outras casas reais, como a belga, também aparecem nos arquivos de Epstein, alimentando debates sobre afastar membros problemáticos para preservar a instituição.
- Pesquisas mostram apoio variado à monarquia na região, com pressão por maior transparência e exemplos de medidas de contenção adotadas por alguns países.
Os arquivos de Jeffrey Epstein voltaram a colocar em evidência a relação de membros da realeza europeia com o multimilionário condenado por abuso. As revelações abrangem desde contatos de distintas intensidades até acusações que envolvem familiares próximos aos monarcas. A crise envolve várias casas reais e reacende debates sobre transparência e responsabilidade.
A detenção do príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, teve impacto imediato na linha de sucessão britânica. A polícia britânica passa a interrogar o príncipe, que já perdeu títulos e direitos legais ligados à família. A ação ocorre num contexto de desdobramentos legais que atingem a imagem institucional.
Na Noruega, a princesa Mette-Marit, esposa do herdeiro Haakon, aparece repetidamente nos arquivos de Epstein. Ela tem pedido desculpas por contatos com o empresário, adotando uma postura de explicação pública em duas ocasiões diferentes. A situação preocupa a percepção pública sobre a dinastia, ainda que Mette-Marit mantenha imunidade formal pela posição.
Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit com anterior relacionamento, enfrenta acusações individuais que carregam a relação com o príncipe Haakon para além da esfera familiar. O caso envolve 38 acusações, incluindo violação e maus-tratos, segundo informações de processos em andamento. A repercussão afeta a popularidade da instituição.
Na Bélgica, o príncipe Lorenzo, irmão do rei Felipe, também figura nos documentos de Epstein. Ele afirmou que o pretendente do pedófilo pretendia apresentar seus pais a círculos de empresários. A posição foi comunicada à agência de notícias local, mantendo a linha de rejeição a qualquer associação.
Especialistas ressaltam que a monarquia enfrenta um desafio de transparência e conduta, que envolve, por exemplo, reformas constitucionais em alguns países. Em Países Baixos, o diálogo entre o rei e o governo permanece reservado, sem discussões públicas sobre decisões privadas que envolvam a instituição.
A crise também reacende debates sobre a necessidade de adaptação institucional. Em paralelo, pesquisas de opinião no Reino Unido mostraram apoio a medidas de afastamento de familiares envolvidos em escândalos. Ainda assim, há queixas sobre o impacto permanente na confiança pública na monarquia.
Não há, por ora, um consenso no âmbito político para reformas profundas. Em alguns países a monarquia permanece amparada por amplo respaldo parlamentar, enquanto em outros a tendência aponta para uma reavaliação do papel institucional. A condução de ações legais continua a ser acompanhada pelos observadores.
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