- Kim Jong‑un abriu o IX Congresso do Partido dos Trabalhadores, que definirá o rumo do país nos próximos cinco anos.
- O líder afirmou que o “pior tempo” ficou para trás e que surge uma “nova era” de conquistas, apesar das dificuldades anteriores.
- A abertura ocorreu diante de quase cinco mil delegados, com Kim usando terno e gravata, em contraste com trajes anteriores.
- O objetivo é revisar os últimos cinco anos e estabelecer diretrizes até 2030 para o desenvolvimento socialista.
- Há expectativa de eventuais anúncios sobre a sucessão de Kim Ju‑ae e de sinais de alinhamento externo, após aproximação com a Rússia.
Kim Jong-un abriu o IX Congresso do Partido dos Trabalhadores, evento que define as diretrizes da Coreia do Norte para os próximos cinco anos. A cerimônia ocorreu nesta semana, em Pyongyang, com presença de quase 5 mil delegados do partido único. O líder destacou avanços e apontou uma suposta nova era para o país.
Segundo a imprensa estatal, o tom foi de otimismo e propaganda, contrastando com críticas anteriores sobre dificuldades econômicas. Kim afirmou que o período anterior foi superado e que o país vive uma mudança de época, com resultados significativos em meio a pressões externas.
A abertura foi apresentada como esplendorosa, com o líder trajando terno e gravata, e aplausos de apoio ao subir ao palco. Os relatos oficiais descrevem a plateia como composta por delegados que responderam ao discurso com entusiasmo.
Objetivos do encontro
A reunião tem como objetivo avaliar o que foi feito nos últimos cinco anos, bem como traçar metas e políticas para 2030. Em palavras do líder, serão definidas diretrizes para o desenvolvimento da construção socialista e para elevar o país a uma etapa superior.
Observadores internacionais acompanham o evento em busca de sinais sobre possíveis mudanças na liderança ou na política externa. Entre as especulações estão indicações sobre a sucessão de Kim Jong-un e o curso das relações com a Rússia e os Estados Unidos.
Histórico recente
O congresso anterior, em 2021, ocorreu em meio a forte isolamento provocado pela pandemia e a sanções internacionais. Na época, o país enfrentou retração econômica e interrupção das relações com várias nações, agravando as dificuldades do regime.
Dados do Banco Central da Coreia do Sul apontaram recuperação econômica recente, com crescimento de 3,7% em 2024, atribuído a esforços para ampliar laços econômicos com a Rússia. Analistas observam que a sessão pode trazer leituras sobre política externa.
Projeções para o futuro
Kim ressaltou que o cumprimento de parte do plano quinquenal anterior favoreceu avanços em infraestrutura e indústrias-chave. Segundo ele, setores econômicos se libertaram da obsolescência e do estagnamento, abrindo caminho para novas etapas de desenvolvimento.
Entre na conversa da comunidade