- Corte na Tailândia condenou Arnon Nampa a mais dois anos e oito meses de prisão por insultar a monarquia em ato de novembro de 2020, elevando a pena total para mais de trinta anos.
- Nampa, de quarenta e um anos, foi figura de destaque no movimento democrático liderado pela juventude em Bangkok em 2020, que pediu reformas à monarquia.
- A lei de lese-majeste proíbe críticas à monarquia e prevê até quinze anos de prisão por cada insulto considerado.
- O advogado está preso desde setembro de 2023 por violações da lei, decorrentes de seus discursos e postagens entre 2020 e 2021.
- Esta foi a décima primeira de quatorze ações de lese-majeste contra ele; pelo menos duzentos e noventa e um pessoas foram acusadas desde 2020.
A Justiça da Tailândia condenou o advogado ativista Arnon Nampa a mais dois anos e oito meses de prisão por ofensa à monarquia durante um protesto realizado em novembro de 2020. A decisão ocorreu em Bangkok, nesta sexta-feira. A soma de todas as sentenças ultrapassa 30 anos.
Nampa, 41 anos, foi uma figura de destaque no movimento democrático liderado por jovens em 2020, que exigia reformas à monarquia. Ele está preso desde setembro de 2023, por violar a lei de lesa-majestade decorrente de seus discursos e postagens entre 2020 e 2021.
A condenação desta sexta-feira representa a 11ª de 14 casos de ofensa à monarquia em que o advogado está envolvido. De acordo com o grupo de apoio jurídico Thai Lawyers for Human Rights, ao menos 291 pessoas foram acusadas por crimes de lesa-majestade desde 2020.
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