- Dubravka Suica, comissária europeia para o Mediterrâneo, participou como observadora da primeira reunião da Junta de Paz, em Washington.
- A sessão ocorreu sem a presença de representantes palestinos e gerou críticas crescentes, com 14 Estados membros enviando algum tipo de emissário.
- A Comissão Europeia afirmou que a presença não as coloca como membros da Junta e que o objetivo era apoiar a Palestina e a recuperação de Gaza.
- Países como França, Bélgica e Espanha cobraram explicações públicas, enquanto o governo francês questionou a legitimidade da participação sem mandato do Conselho da UE.
- Suica deve explicar a participação aos ministros de Exteriores na reunião de segunda-feira, em Bruxelas; alguns governos pedem que Bruxelas se desmarque da iniciativa.
Foi anunciada a presença de Dubravka Suica, comissária europeia para o Mediterrâneo, como observadora na inauguração da Junta de Paz de Donald Trump em Washington. O encontro ocorreu na última quinta-feira e tratou, supostamente, do futuro de Gaza. A UE não é membro da Junta, mas enviou Suica para acompanhar a sessão.
Suica explicou, na segunda-feira, que sua participação busca apoiar a Palestina, demonstrar apoio à recuperação de Gaza e confirmar o alinhamento com resoluções da ONU. Durante o evento, onde foi exibida a bandeira europeia, a comissária não atuou como representante de um Estado-mó, mas como observadora.
A decisão gerou críticas entre vários países e blocos europeus. França, Bélgica e Espanha cobraram explicações da Comissão Europeia, que afirma não possuir competências em política externa. A UE sustenta que a presença não implica adesão à Junta.
Reações na UE
Porta-voz da Comissão defendeu a participação de Suica, afirmando que não houve transformação em membros da Junta. A comitiva europeia argumenta que a participação teve o objetivo de reiterar o apoio à Palestina e à reconstrução de Gaza, conforme o Conselho de Segurança da ONU. A decisão foi tomada pela organização anfitriã do evento.
Partidos do Parlamento Europeu — Socialistas e Democratas, liberais Renew e Verdes — manifestaram desaprovação à presença de Suica na sessão inaugural. Em nota, destacaram que a participação ocorreu sem mandato do Conselho da UE, violando procedimentos de cooperação externa e supervisão democrática.
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