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UE: estratégia ‘Made in Europe’ pode afetar cadeias de suprimentos, diz ministro britânico

Ministro britânico alerta que a estratégia Made in Europe pode dificultar cadeias de suprimento, elevar custos e criar barreiras comerciais entre Reino Unido e UE

Solar panels are installed in rows on the roof of a block of flats in Brixton, London. Another block is seen in the background against a clear blue sky.
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  • O ministro britânico Nick Thomas-Symonds avisou que a estratégia europeia “Made in Europe” pode prejudicar cadeias de suprimentos, aumentar custos e criar barreiras comerciais entre o Reino Unido e alguns membros da UE.
  • A UE pretende publicar legislação que priorize produtos europeus em compras públicas e programas de consumo, reduzindo a dependência de importações.
  • O objetivo é fortalecer a produção local em setores estratégicos diante de um cenário geopolítico incerto.
  • A intervenção ocorre enquanto o governo britânico busca aprofundar relações com a UE por meio de acordos setoriais, além do que foi definido em acordos anteriores.
  • A Comissão Europeia deve apresentar, ainda neste mês, o Industrial Accelerator Act, que deve estabelecer metas de conteúdo europeu para produtos estratégicos.

A União Europeia avança com a estratégia “Made in Europe” para priorizar produtos europeus em compras públicas e programas de consumo. A medida busca reduzir a dependência de importações e fortalecer a produção local em setores estratégicos.

Um ministro britânico avisou que a iniciativa pode impactar cadeias de suprimentos, elevar custos e criar barreiras comerciais entre o Reino Unido e alguns membros da UE. O alerta ocorreu enquanto Bruxelas prepara nova legislação sobre o tema.

O governo de Keir Starmer tem sinalizado busca por maior relação econômica com a UE, o maior parceiro comercial do Reino Unido, desde um acordo de “reset” anunciado no ano passado. Pesam dúvidas sobre impactos práticos dessas políticas.

Implicações para o Reino Unido

Quem participa do debate é Nick Thomas-Symonds, ministro britânico das Relações com a UE. Em evento econômico em Madrid, ele destacou o risco de exigências de preferência muito rígidas afetarem cadeias integradas entre UE e Reino Unido, elevando custos.

A proposta da UE envolve priorizar produtos europeus em licitações públicas, mesmo em mercados fora da UE, e pode abranger a área de fornecimento de itens estratégicos. A ideia visa reduzir vulnerabilidade a choques geopolíticos.

A proposta não inclui o Reino Unido, que aparece como potencial “parceiro confiável” no futuro. A Comissão Europeia deve publicar, ainda neste mês, o texto que estabelece metas de conteúdo europeu em produtos como painéis solares e veículos elétricos.

Perspectivas e próximos passos

A pauta europeia já divide avaliações entre Estados-membros, com França defendendo a iniciativa enquanto Itália e Alemanha manifestaram receios sobre critérios que possam restringir operações de fabricantes globais.

O objetivo de Bruxelas é aumentar a competitividade europeia frente aos EUA e à China, no contexto de volatilidade geopolítica. A legislação deve acompanhar as ações já anunciadas pelo bloco, como o Ato Acelerador Industrial.

As discussões ocorrem em um momento de contatos diplomáticos entre Reino Unido e União Europeia, com expectativas de acordos setoriais que ampliem o acesso ao mercado único além do pacto de 2025.

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