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Trump pode estar mais próximo de atacar o Irã do que se imagina

Washington intensifica pressão militar e diplomática sobre o Irã, enquanto negociações indiretas seguem e a IAEA atua na verificação

Donald Trump has assembled the largest US naval buildup in the Middle East since the start of the Iraq war in 2003.
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  • Relatórios indicam que a administração Trump prepara possível ataque ao Irã, enquanto as negociações em Genebra passam por tensa ronda de contatos.
  • Teerã diz que não negocia sob coerção e apresenta proposta de suspender o enriquecimento doméstico por até cinco anos, além de reduzir o estoque de urânio enriquecido acima de 60% para 3–6%.
  • Em contrapartida, o Irã busca a retomada de ativos congelados e a suspensão de sanções, incluindo possível acordo econômico com maior acesso aos mercados.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) mantém contatos para verificar instalações nucleares e acompanhar o desvio de urânio; o ministro das Relações Exteriores iraniano sinalizou que há desejo de acordo, embora seja complexo.
  • Analistas veem dificuldades para os EUA: o plano lembra o acordo de 2015, não aborda mísseis e pode favorecer um regime sob pressão, com desfechos incertos para a política externa norte‑americana.

O que aconteceu: notícias apontam que Donald Trump pode ordenar ataque a Iran, enquanto o governo americano reúne uma frota no Oriente Médio e mantém pressão sobre as negociações em Genève.

Quem está envolvido: Washington, com o enviado especial Steve Witkoff e o cunhado de Trump, Jared Kushner; Teerã, lideranças políticas e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi; observadores internacionais, incluindo a IAEA e o ministro russo Sergei Lavrov.

Quando: as movimentações militares e as sessões de negociação ocorrem em fevereiro, com relatos de avanço ou retrocesso nas conversas que se estendem por dias.

Onde: reuniões e anúncios ocorrem em Genève (Suíça) e em pontos militares no Oriente Médio, com a IAEA acompanhando visitas e inspeções.

Por quê: a tensão deriva da tentativa de acordo nuclear que permita suspender a enriquecimento de urânio por até cinco anos, com contrapartidas de liberação de ativos congelados e alívio de sanções, enquanto se busca evitar um conflito aberto.

Contexto diplomático e negociações

Teerã afirma que não negocia sob pressão, mas indica disposição para conversas indiretas e a criação de princípios orientadores para um novo encontro. O governo iraniano acusa a parte americana de apressar o desfecho.

Ponto de atrito e propostas

O governo iraniano oferece suspender o enriquecimento doméstico por até cinco anos e reduzir a reserva de urânio enriquecido a 3-6%. Também propõe retorno de inspetores da IAEA e garantia de uso civil de enriquecimento, dentro do tratado nuclear.

Implicações e perspectivas

A posição iraniana prevê a retomada de inspeções com supervisão da IAEA, com desejo de reacender o diálogo apesar de resistências políticas. Analistas destacam que o acordo não inclui limitações ao programa de mísseis.

Avaliação de especialistas

Otimismo cauteloso entre especialistas internacionais sobre avanços concretos, diante de cenários de maior confronto ou de progressos limitados devido a interesses estratégicos e à conjuntura regional.

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