- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o parque industrial da Biocon, em Bengaluru (Índia), para discutir acordos de produção nacional de biológicos.
- A agenda inclui pertuzumabe, usado no tratamento do câncer de mama HER2-positivo, e processos para produzir medicamentos à base de GLP-1, como semaglutida.
- A ideia é ampliar a autonomia do Brasil na saúde pública por meio de parcerias com a Índia, fortalecendo a produção de medicamentos no país.
- Padilha também visitou a unidade hospitalar Narayana Health, referência em hospitais inteligentes, e discutiu a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes.
- O projeto envolve implementação inicial em 13 estados, com financiamento do Banco dos BRICS, para reduzir o tempo de acesso a serviços no SUS.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o parque industrial da Biocon, em Bengaluru, na Índia, para fortalecer acordos que ampliem a produção nacional de biológicos. A comitiva verificou instalações voltadas a medicamentos de alta complexidade, com foco em biossimilares e moléculas avançadas. A proposta é aumentar a autonomia do Brasil na saúde pública.
Durante a visita, Padilha conheceu processos para a fabricação de medicamentos biológicos, como o perturbansubame, utilizado no tratamento do câncer de mama HER2-positivo, inclusive metastático. Também foram apresentados sistemas de produção de GLP-1, como a semaglutida, associada ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A ação busca consolidar parcerias com empresas indianas para transferência de tecnologia, maior acesso a tratamentos modernos e aumento da produção no Brasil. A Índia, protagonista no setor farmacêutico, figura como parceiro estratégico no BRICS e em iniciativas de inovação em saúde.
Parcerias e inovação
O ministro acompanhou uma visita à unidade hospitalar Narayana Health, referência em hospital inteligente com presença internacional. A rede opera com prontuário eletrônico, monitoramento em tempo real e gestão de dados para várias unidades, incluindo fora da Índia.
Padilha destacou planos do Brasil, em parceria com a Universidade de São Paulo, estados e municípios, para estruturar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes. O projeto integra o programa Agora Tem Especialistas, com objetivo de reduzir tempos de espera no SUS.
O programa prevê implantação inicial em 13 estados, com foco em UTIs e na criação de um hospital de emergência totalmente conectado. O financiamento vem do Banco dos BRICS, fortalecendo a cooperação entre hospitais brasileiros e redes internacionais.
A iniciativa visa consolidar uma rede de cuidados no SUS, com cooperação entre fornecedores de tecnologia, universidades e governos estaduais. O objetivo é ampliar o acesso a serviços especializados e otimizar a gestão de equipamentos e dados em saúde.
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