- Militantes islamistas realizaram ataques coordenados em várias regiões do Burkina Faso na última semana, visando destacamentos militares, civis e mercados.
- Grupos ligados ao Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) — com possível participação de afiliados do Estado Islâmico — teriam mobilizado centenas de combatentes.
- Os ataques ocorreram quase simultaneamente em Bilanga, Titao, Tandjari, Nare, além de Fada N’Gourma e Ouahigouya, segundo relatórios diplomáticos.
- Um documento cita mais de 180 mortos entre militares e milícias pró-governo; outro não aponta número exato, mas descreve a coordenação entre ações.
- Autoridades de Burkina Faso não comentaram; a violência ocorre em meio a uma insurgência que se espalha pelo Sahel desde Mali.
O grupo jihadista Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), ligado à Al Qaeda, intensificou ataques coordenados no Burquina Faso. Ao longo da última semana, forças militares e civis foram alvo em várias regiões, com destruição de unidades do Exército e ocorrências em áreas civis.
Segundo relatórios diplomáticos internos, obtidos pelo Reuters, as ações mostraram capacidade de mobilização em vastas áreas, com ataques quase simultâneos em diferentes províncias. As notas descrevem locais sob hostilização e um padrão de coordenação sem precedentes.
Os ataques atingiram detachment militares, comboios civis e áreas de mercado, segundo as avaliações. Os relatos internos sugerem que participaram várias centenas de jihadistas vinculados ao JNIM, e possivelmente a grupos afiliados ao Estado Islâmico.
As áreas atingidas incluem Bilanga, Titao, Tandjari e Nare, no norte e leste do país, além de Fada N’Gourma, no leste, e Ouahigouya, no norte, de acordo com as fontes diplomáticas. A escala sugere uma mudança estratégica dos insurgentes.
Um dos relatórios cita que as ofensivas ocorreram de forma quase simultânea e dizem que as forças locais não conseguiram conter os ataques em todas as frentes. O outro documento não traz o número exato de vítimas.
Conflito já dura mais de uma década na região Sahel, com deslocamentos de milhões de pessoas e impactos econômicos. O Burquina Faso vive turbulência desde o golpe de 2022, quando o governo prometeu melhorar a segurança.
A agência SITE, de avaliação de mídia, disse que o JNIM afirmou ter matado dezenas de militares em ataques recentes. Autoridades burquinenses não se pronunciaram sobre as informações nem sobre as perdas.
As informações internacionais destacam que o ataque atual amplia a pressão sobre as forças de defesa, já envolvidas em uma insurgência que se espalhou pelo Sahel e avança em direção à costa Oeste da África.
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