- Lula participou da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Delhi, Índia, e pediu regulação das big techs.
- O presidente afirmou que o modelo de negócios dessas empresas depende de dados pessoais e da monetização de conteúdos que ampliam a radicalização.
- Ele pediu que a governança dessas tecnologias seja discutida na Organização das Nações Unidas (ONU) e colocou o ser humano no centro das decisões.
- O discurso alertou sobre riscos da IA para eleições e democracia, ressaltando que conteúdos falsos manipulados por IA podem distorcer processos eleitorais.
- Em Nova Délhi, Lula também tratou de terras raras, abriu a ideia de ampliar mercados para produtos agropecuários e deve assinar parceria da Embraer; após, segue para a Coreia do Sul para ampliar o comércio bilateral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira de uma cúpula sobre o impacto da tecnologia, realizada em Nova Delhi, na Índia. Ele cobrou regulação para as big techs, afirmando que a ausência de regras prejudica direitos humanos, a integridade da informação e as indústrias criativas.
O discurso lido na abertura destacou a dependência de dados pessoais e a monetização de conteúdos atraentes que ampliam a radicalização política. Lula afirmou que a governança dessas tecnologias definirá quem participa e quem fica à margem, e pediu que perguntas centrais sejam discutidas na ONU.
Ele apontou riscos da inteligência artificial, especialmente a possibilidade de afetar eleições e, com isso, fragilizar democracias. Sem ação coordenada, teria o potencial de aprofundar desigualdades históricas, segundo a leitura do texto.
Riscos da IA e agenda internacional
Além da IA, Lula veio à Índia para tratar de terras raras, tema estratégico para tecnologia e defesa. O encontro também abriu caminhos para ampliar mercados para produtos agropecuários brasileiros e para a assinatura de uma parceria da Embraer no setor de aviação.
Após a passagem pela Índia, a agenda prevê viagem à Coreia do Sul. Em solo sul-coreano, o presidente deverá manter reuniões com ministros e empresários para ampliar o comércio bilateral e buscar acordos em setores estratégicos.
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