- Itália decidirá participar da Junta de Paz de Trump como país observador, posição contrária à linha majoritária da UE.
- O encontro ocorre em Washington, com Antonio Tajani enviado pelo governo italiano; Meloni busca equilíbrio entre apoio a Trump e alinhamento com Bruxelas.
- O Vaticano recusou participação plena, afirmando que a Junta diverge do papel da ONU e não representa os Estados.
- A Comissão Europeia enviará uma representante, e outros países europeus vão como observadores; Itália é o único grande país da UE a confirmar presença.
- Críticas da oposição na Itália acusam o governo de “vender a dignidade” ao clube de aliados de Trump, enquanto Roma sustenta estar buscando “a solução” e não exclusão.
A Itália decidiu participar da Junta de Paz proposta por Donald Trump, mas em posição de observador. A decisão foi anunciada após meses de dúvidas políticas em Roma. O país será o único grande da UE a aceitar a leitura do organismo, criada por Trump para lidar com Gaza e outros conflitos. Tajani, ministro das Relações Exteriores, representará a Itália.
Meloni optou por enviar o ministro Tajani ao encontro, que ocorre em Washington. A votação interna apontou para participar apenas como observador, evitando a presença de forma integral de um bloco de países europeus. A Comissão Europeia enviará uma representante, a comissária Dubravka Suica, para acompanhar o processo. Outros observadores europeus incluem Chipre, Grécia, Romênia, Eslováquia e Albânia.
O Vaticano reagiu de forma distinta. O secretário de Estado Pietro Parolin disse que o Vaticano não participará da Junta de Paz, por considerar a iniciativa incompatível com o direito internacional e com a natureza da ONU. A manifestação do Vaticano gerou críticas em Washington, com a Casa Branca classificando a postura como lamentável.
Contexto europeu
A posição italiana contrasta com a linha da União Europeia, amplamente crítica à proposta de Trump. A UE rejeitou participação ampla e não reconhece a Junta como substituta da ONU. França, entre outros, também manifestou reservas, aumentando a tensão entre Washington e a Europa.
Reação italiana
Em Roma, Tajani justificou a decisão ao dizer que a Itália busca participar dos esforços de paz nos territórios palestinos sem renunciar aos seus princípios. O ministro afirmou que a Itália não pode ficar à margem de um processo de paz e que há interesse em contribuir para a solução.
Desdobramentos
Fruto da decisão italiana, Buker, a álea política interna cresceu. A oposição acusou o governo de ceder à influência de Trump, enquanto setores pró-UE elogiaram o equilíbrio diplomático de manter o país envolvido sem comprometer a posição institucional. A situação continua sob avaliação.
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