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Investigação sobre corrupção no governo central da Albânia

Indiciamento de Belinda Balluku por suposto favorecimento em licitações de 2021 agrava crise do governo Rama e complica a candidatura da Albânia à UE

Anti-government protest in Tirana
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  • A SPAK indiciou a vice-primeira ministra Belinda Balluku por suspeita de influenciar a concessão de dois contratos de construção em 2021, avaliados em mais de 200 milhões de euros.
  • Os contratos envolvem a construção de um tunel rodoviário e de parte de uma ring road em Tirana; Balluku, na função de ministra de infraestrutura, é acusada de favorecer empresas específicas.
  • Mensagens entre Balluku e o diretor da Autoridade Albanesa de Estradas indicam encontro com a NOVA Construction 2012; a NOVA formou um consórcio que venceu o contrato da ring road.
  • Balluku nega irregularidades; o premiê Edi Rama a apoia e rejeita pedidos de renúncia sob pressão; a SPAK pediu imunidade para detenção pré-julgamento, mas Rama contesta.
  • A crise ameaça a candidatura da Albânia à União Europeia, que exige respeito ao estado de direito; a UE acompanha o caso e ressalta a importância de combater a corrupção.

O Ministério da Infraestrutura da Albânia enfrenta um caso de corrupção ligado ao governo. A investigação envolve a deputada Belinda Balluku, atual vice-primeira ministra, indiciada em dezembro por suposta interferência na licitação de dois contratos de construção em 2021, avaliada em mais de 200 milhões de euros.

Os contratos diziam respeito à construção de um túnel rodoviário e a uma parte de uma ring road ao redor de Tirana. Balluku, que chefiava o ministério, é acusada de favorecer empresas específicas. Trechos de mensagens entre Balluku e o diretor da Autoridade Rodoviária aparecem no material da SPAK.

A SPAK afirma que Balluku teria predeterminado o vencedor e criado vantagens injustas. Também consta no material uma reunião com a NOVA Construction em 2021, envolvendo a participação de outras firmas formadoras de consórcio.

Balluku foi suspensa por um tribunal anticorrupção em novembro. Ela sustenta que não cometeu irregularidades e não comentou o caso. O governo mantém que não houve desvio de conduta por parte da deputada.

A relação entre o governo e a SPAK tem causado tensões. O governo de Edi Rama nega pedidos de imunidade de Balluku para detenção pré-julgamento e afirma que Balluku ofereceu renúncia, segundo Rama.

Rama afirmou aos deputados que recusou três vezes a renúncia de Balluku e sinalizou mudanças legais para proteger ministros durante investigações. A oposição critica a manobra como tentação de blindagem.

O caso chega em meio a protestos recentes em Tirana, com manifestantes pedindo o afastamento de Rama. Os choques entre força de segurança e opositores aumentam a pressão sobre o governo.

A União Europeia acompanha o desdobramento, destacando que o combate à corrupção é essencial para o prospects de adesão. Especialistas ouvidos por veículos internacionais ressaltam que o tema impacta o cronograma de candidatura.

Rama é visto como aliado próximo de Balluku, que é apontada como possível candidata a sucedê-lo. O ambiente político permanece tenso, com avaliações divergentes sobre o impacto da investigação na política interna e no plano de entrada na UE.

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