- O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira por envolvimento com Jeffrey Epstein.
- Reputado por anos como herói das Malvinas, ele deixou de ser visto como destaque da família real após as acusações ligadas a Epstein.
- O atual monarca indicou estar pronto para ajudar nas investigações, destacando preocupação com a conduta de Andrew.
- Andrew renunciou aos títulos de príncipe e duque de York e atuou como representante de comércio internacional entre 2001 e 2011.
- O caso envolve acusações de 2001 feitas por Virginia Giuffre, Epstein condenado em 2008 e que se suicidou em 2019; Andrew sempre negou as acusações.
O príncipe Andrew foi detido nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, envolvido em investigações ligadas ao caso Epstein. A prisão ocorreu no Reino Unido, após aperfeiçoamento de apurações relacionadas a vínculos com o criminoso sexual falecido. Andrew nega as acusações.
O duque de York, 66 anos, é irmão do rei Charles III e filho da falecida Elizabeth II. A detenção marca um afastamento profundo da imagem pública que o cercava, sobretudo pelo histórico de serviço na Guerra das Malvinas e pelo charme de momentos anteriores.
Charles III indicou estar disposto a colaborar com as investigações, caso a polícia britânica peça auxílio. Um porta-voz do monarca ressaltou a preocupação com as acusações que envolvem o irmão.
Contexto
Andrew já havia renunciado aos seus títulos em 2019, após críticas à relação com Epstein. O episódio de 2019 ocorreu após uma entrevista que gerou polêmicas sobre conduta e relações com o financista.
A vida pública do príncipe ficou marcada pela defesa de atividades comerciais e pela repercussão de alegações envolvendo Epstein. As acusações não confirmadas chegaram a gerar chamadas por maior transparência.
Desdobramentos
Documentos de 2021 e 2022 indicaram troca de informações confidenciais com Epstein durante o período em que ocupava função ligada ao comércio internacional. As investigações seguem em andamento para esclarecer responsabilidades.
Andrew, que serviu na Marinha Real, deixou a vida pública com o objetivo de evitar impactos à monarquia. A prisão atual reacende debates sobre privacidade, responsabilidade e consequências institucionais.
Entre na conversa da comunidade