- O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado à prisão perpétua por insurgência, após ter decretado a lei marcial no fim de 2024.
- O juiz Ji Gwi-yeon afirmou que a declaração de lei marcial provocou grandes custos sociais e que não houve sinal de arrependimento por parte do réu.
- Yoon enviou militares à sede do Legislativo para silenciar opositores, com o objetivo de paralisar a assembleia por um período considerável.
- O ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun recebeu uma pena de 30 anos; os promotores haviam pedido pena de morte para Yoon.
- milhares de simpatizantes se reuniram próximo ao tribunal, enquanto a lei marcial foi suspensa seis horas após a decisão, graças a votação emergencial dos deputados.
Um tribunal sul-coreano condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua, após considerá-lo responsável por liderar uma insurreição ao decretar a lei marcial no final de 2024. A decisão foi anunciada no Tribunal do Distrito Central de Seul, nesta quinta-feira.
Segundo a corte, a declaração de lei marcial causou custos sociais elevados e não houve indicação de arrependimento por parte do réu. O juiz responsável afirmou que a pena atende ao fato de ter visado paralisar o Legislativo por um período considerável.
Yoon Suk Yeol, hoje com 65 anos, já estava sob detenção; ele havia alegado que suas ações buscavam proteger a liberdade e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de ditadura legislativa. A promotoria havia pedido pena de morte para o ex-presidente.
Condenação de outros envolvidos
O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, foi condenado a 30 anos de prisão pelo papel desempenhado na crise. Promotores chegaram a pleitear a pena máxima para Yoon, citando a gravidade das acusações.
Contexto e desdobramentos
A decisão ocorre em meio a tensões políticas intensas na Coreia do Sul, onde a lei marcial foi suspendida seis horas após sua solicitação, após deputados e manifestantes romperem o cerco de segurança para votar rapidamente para reverter a medida. Milhares de apoiadores de Yoon se reuniram diante do tribunal para demonstrar apoio; centenas de policiais estiveram no local para evitar distúrbios.
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