- O governo dos EUA criou o site freedom.gov, alegadamente para permitir que europeus vejam conteúdo bloqueado, incluindo suposta fala de ódio e terrorismo.
- O portal permitiria aos usuários contornar controles governamentais de conteúdo, segundo a Reuters.
- A administração aponta que o domínio parece ser administrado pela Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), braço do Departamento de Segurança Interna (DHS).
- A iniciativa ocorre após a gestão Trump ter reduzido significativamente o programa Internet Freedom, que financiava grupos e ferramentas para contornar censura.
- Críticas apontam que o freedom.gov não foca em privacidade e pode concentrar tráfego em um sistema central sob uma agência federal dos Estados Unidos, em vez de apoiar projetos abertos e de código aberto.
O governo dos Estados Unidos criou um portal denominado freedom.gov, planejado para permitir que usuários europeus acessem conteúdo bloqueado. A plataforma já está em funcionamento para usuários globais, com foco em contornar controles governamentais sobre conteúdos. O site apresenta a imagem de um cavalo fantasma sobre a Terra e o lema Information is power. Reclaim your human right to free expression. Get ready.
A ferramenta, segundo relatos, foi desenvolvida pelo Departamento de Estado, mas a administração do domínio aponta para a Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), um braço do Departamento de Segurança Interna (DHS). O DHS também supervisiona a Immigration and Customs Enforcement (ICE).
Essa ação surge após a redução de financiamento ao programa Internet Freedom, criado para apoiar iniciativas independentes de defesa da liberdade na Internet. Nos últimos anos, esse esforço financiou mais de meio bilhão de dólares para tecnologias abertas que ajudaram comunidades a contornar censuras locais.
O Freedom.gov parece visar redirecionar o programa anterior, com foco em centralizar o fluxo de tráfego por uma agência federal dos EUA. Técnicos e especialistas em segurança digital destacam que as ferramentas abertas de privacidade já criadas não estavam sob controle de uma única entidade.
Contexto técnico
Os mecanismos do Freedom.gov não descrevem uma preservação de privacidade tão explícita quanto as ferramentas abertas anteriores. Analistas ressaltam que a centralização pode expor usuários a novos parâmetros de vigilância.
Panorama regulatório
Especialistas ressaltam que as restrições europeias visam conteúdos como discurso de ódio e conteúdo ilegal sob diretivas como a Digital Services Act e a Online Safety Act. A discussão envolve balanço entre liberdade de expressão e proteção de usuários.
Um ex-funcionário americano afirmou que a iniciativa pode soar performativa e divergente em relação aos acordos com a União Europeia sobre liberdade de expressão. Outros observadores destacam que o portal pode servir como ferramenta de propaganda do governo.
CISA foi contatada para comentar a operação. Um porta-voz do Departamento de Estado informou que não há um programa específico para burlar censura na Europa, mas afirmou que a liberdade digital é uma prioridade, incluindo tecnologias como VPNs.
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