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Cerco a El Fasher, Sudão, tem sinais de genocídio, aponta ONU

Relatório da missão da ONU indica que o cerco a El Fasher teve características de genocídio, com destruição de comunidades Zaghawa e Fur e violência sexual

A Sudanese child, who fled El Fasher city with family after Sudan's paramilitary forces attacked the western Darfur region, receives treatment at a camp in Tawila, Sudan.
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  • A tomada de El Fasher, capital do norte de Darfur, pelo RSF em outubro teve “hallmarks de genocídio”, segundo uma missão de verificação da ONU.
  • O relatório aponta 18 meses de ocupação harrowa e revela que o RSF e milícias aliadas buscaram a destruição física de comunidades étnicas Zaghawa e Fur.
  • Investigações: milicianos agiram com impunidade e “intenção genocida”; crimes teriam sido planejados e coordenados pela liderança do RSF.
  • Ao todo, 320 testemunhas foram ouvidas; são descritos estupros, assassinatos em massa e desaparecimentos, com ataques a locais como o hospital El Saudi e a universidade de El Fasher.
  • Nos EUA, sanções foram anunciadas contra três comandantes do RSF; o governo americano acusa o grupo de execuções étnicas, tortura, fome e violência sexual durante o cerco.

A missão independente apoiada pela ONU concluiu que o cerco e a tomada de El Fasher, capital do norte de Darfur, no Sudão, pela força paramilitar RSF no mês passado, tiveram “traços de genocídio”. O relatório descreve uma ocupação de 18 meses na cidade.

Os investigadores afirmam que o RSF e milícias aliadas deliberaram infligir condições que visavam a destruição física de comunidades étnicas Zaghawa e Fur. O presidente da missão, Mohamed Chande Othman, pediu investigação ampla sobre os responsáveis.

O documento detalha “três dias de horror absoluto” após a tomada de El Fasher, com milhares de pessoas mortas, estupradas ou desaparecidas, principalmente entre os Zaghawa. O relatório afirma que houve coordenação e apoio público de lideranças do RSF.

A avaliação aponta que as ações tinham planejamento e organização, não sendo meros excessos de guerra. Othman afirma que o comportamento caracteriza genocídio e exige responsabilização dos envolvidos.

Investigadores avaliaram que milícias do RSF atuaram com impunidade e intuito genocida. À medida que o conflito migra de Darfur para o cinturão de Kordofão, o grupo pede resposta firme da comunidade internacional para pôr fim à violência.

A equipe de 320 testemunhas incluiu vítimas próximas a El Fasher e zones adjacentes, com visitas a Chad e ao Sudão do Sul. Ao todo, 25 vídeos foram autenticados, corroborando relatos de abusos graves.

Relatos de violência sexual emergem com repetição de ataques contra mulheres e meninas, incluindo casos de violência extrema em hospitais locais e na universidade de El Fasher. Testemunhas descrevem ataques em locais de massacres já reportados.

Entre as ocorrências citadas estão agressões públicas, com denúncias de estupros coletivos em ambientes onde corpos estavam presentes. O relatório documenta também assassinatos, torturas e perseguição por motivos étnicos.

Na esfera internacional, o governo dos EUA anunciou sanções contra três comandantes do RSF pela captura de El Fasher e pelos abusos atribuídos ao cerco, incluindo execuções, fome e violência sexual.

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