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Zuckerberg testemunha sobre dependência de redes sociais nos EUA

Zuckerberg deporá em tribunal da Califórnia sobre suposta dependência de redes sociais, com foco no design que estimula uso entre jovens

Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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  • Mark Zuckerberg deporá nesta quarta-feira, 18, em julgamento na Califórnia sobre dependência em redes sociais, convocado por denunciante que acusa o Instagram e outras plataformas de serem criadas para viciar jovens.
  • A vítima é Kaley G.M., 20 anos, usuária de redes desde a infância; o caso questiona se Google (YouTube) e Meta projetaram deliberadamente as plataformas para promover uso excessivo entre jovens.
  • O processo pode estabelecer precedente para milhares de ações semelhantes contra as maiores redes sociais, com acordos confidenciais já feitos entre a denunciadora e TikTok e Snapchat.
  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, depôs dizendo não concordar com o rótulo “dependência” e preferir o termo “uso problemático”; a defesa chamou uma psiquiatra para falar sobre possíveis impactos no cérebro de jovens.
  • A ação ocorre em paralelo a um caso semelhante em Oakland, na Califórnia, e há outra disputa envolvendo a Meta no Novo México sobre proteção de crianças.

Mark Zuckerberg deve depor nesta quarta-feira, 18, nos Estados Unidos, sobre a dependência em redes sociais. O CEO da Meta será ouvido em um julgamento na Califórnia, convocado pela defesa de uma denunciante que acusa Instagram e outras plataformas de serem deliberadamente viciantes para jovens. O caso pode estabelecer precedente em milhares de ações semelhantes.

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirma que o foco é o design das plataformas, seus algoritmos e recursos de personalização. O objetivo do processo é determinar se as empresas promoveram uso compulsivo entre menores, impactando a saúde mental de centenas de usuários.

Kaley G.M., jovem de 20 anos da Califórnia, é a peça central do caso. Ela afirma ter usado plataformas como YouTube desde os 6 anos e Instagram desde os 11, além de TikTok e Snapchat, em uma trajetória de uso intenso desde a infância. O julgamento acompanha outros processos parecidos.

Implicações e depoimentos-chave

O julgamento marca a primeira participação de Zuckerberg diretamente diante de um júri sobre a segurança de suas plataformas. O painel de 12 jurados decidirá se houve desenho proposital para estimular o uso contínuo entre jovens.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, depôs no dia 11 de fevereiro. Ele afirmou que prefere falar em uso problemático em vez de dependência, afastando a terminologia clínica. A defesa busca afastar a ideia de vício no funcionamento das redes sociais.

Na véspera, advogados da denunciante chamaram a psiquiatra Anna Lembke para explicar como as redes podem atuar como porta de entrada para mudanças no cérebro em desenvolvimento. Neal Mohan, chefe do YouTube, também estava previsto para depor, mas poderá ser substituído por outro executivo.

Panorama processual

O caso em Los Angeles coexiste com uma ação federal em Oakland, que pode resultar em novo julgamento em 2026. Enquanto isso, a Meta enfrenta ainda um processo no Novo México, alvo de acusação de priorizar lucro em detrimento da proteção de crianças contra predadores.

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