- Senadores norte-americanos, em viagem pela Ucrânia e países vizinhos, prometem levar ao Congresso novas sanções energéticas para pressionar a Rússia a encerrar a agressão.
- Um dos projetos mira países que compram petróleo, gás e urânio russos, com o apoio de grande parte da bancada, mas ainda não foi votado.
- Os legisladores também buscam restringir a chamada “shadow fleet” de navios que transportam petróleo russo para outros mercados.
- O impulso tem apoio bipartido, mas líderes republicanos não colocaram o texto em votação devido a divergências com o governo de Donald Trump.
- Os relatos destacam encontros em Odessa e a continuidade de negociações em Genebra, que não produziram uma solução determinante, com Zelenskiy expressando insatisfação.
Democratas em viagem pela Ucrânia e países vizinhos anunciaram que vão retornar a Washington para defender novas sanções energéticas contra a Rússia, visando aumentar a pressão para fim da ofensiva. A declaração ocorreu durante uma ligação com repórteres a partir de Odesa, em meio a uma nevasca.
Os senadores ressaltaram apoio a Kyiv e defenderam medidas contra países que compram petróleo russo, gas e urânio. Entre os citados estavam China, Índia, Hungria e Brasil, a quem foi solicitado incentivos para interromper as importações.
Durante a visita, os parlamentares se reuniram com guardas costeiros, representantes da Marinha ucraniana, empresários locais e moradores, antes de seguir para a Moldávia na noite de quarta-feira. A viagem antecede novas discussões em Washington.
Sanções contra compradores de petróleo russo
Entre os projetos em tramitação, destaca-se a proposta de sancionar países que adquirem petróleo, gás e urânio da Rússia. O texto é liderado por Blumenthal e Graham, com apoio da maioria do Senado, mas ainda não foi votado.
A chamada para a “frota sombra” de navios-tanque
Outra frente envolve regulamentos sobre a chamada “frota sombra” de navios que transportam crude russo para China, Índia e outros destinos. Os autores da medida lembram que o Kremlin busca meios de contornar sanções.
Os autores do projeto disseram reconhecer que o acordo com Moscou exigiria garantias de segurança robustas para Kyiv. Também afirmaram que não aceitariam concessões que prejudicassem a Ucrânia.
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