- George Osborne, ex-ministro britânico, afirma que países que não adotarem IA poderosa podem ficar “mais fracos e pobres” e sofrer Fomo.
- Ele está há dois meses no cargo de chefe do programa “for countries” da OpenAI, empresa avaliada em 500 bilhões de dólares.
- O discurso ocorreu na cúpula AI Impact, em Delhi, onde também se discute ampliar o uso da IA para línguas regionais, agricultura e saúde pública.
- Osborne diz que a escolha estratégica é entre IA produzida nos Estados Unidos ou na China, as duas potências com as IAs mais avançadas.
- Líderes de África, Ruanda e Benin defendem parcerias regionais e soluções próprias, enquanto há críticas à regulação da União Europeia e ao foco exclusivo nessas duas potências.
George Osborne, ex-ministro britânico, alerta que países sem IA poderosa podem ficar para trás. Em seu primeiro período como chefe da OpenAI, ele participou de um evento em Delhi e pediu aos líderes que não firam o ritmo da revolução tecnológica.
A palestra ocorreu dois meses após sua chegada à empresa bilionária de IA, que desenvolve modelos avançados usados globalmente. O objetivo é discutir como nações podem — ou não — adotar IA para benefício econômico e social.
Osborne descreveu uma escolha entre alinhar-se com IA de origem estadunidense ou chinesa, destacando o papel dominante dessas duas potências. O encontro é parte da cúpula de IA, com foco no Sul Global.
Relevância regional e desdobramentos
O evento de Delhi, promovido pelo premiê Narendra Modi, busca incentivar IA que beneficie agricultura, saúde pública e línguas locais, além de elevar padrões de segurança. Observadores veem a meta como ampliar o uso responsável da tecnologia.
Enquanto isso, na fala de Sriram Krishnan, assessor de IA da Casa Branca, o governo americano reforçou a prioridade de domínio global na IA. Críticas à regulamentação da UE foram repetidas, com promessas de apoio a inovação.
Especialistas africanos apresentaram visões diferentes. Mark Surman, da Mozilla, disse que não é apenas EUA ou China; há espaço para inovação regional. Kevin Degila, do Benim, destacou a fusão de dados locais com IA estrangeira.
Paula Ingabire, ministra de TI de Ruanda, mencionou parcerias com empresas de IA que permitam maior autonomia do país, evitando dependência excessiva. A ideia é desenvolver IA sob controle nacional e com dados locais.
Rishi Sunak, ex-primeiro-ministro britânico e hoje assessor da Anthropic, destacou a necessidade de ações decididas dos líderes. Ele enfatizou que IA é tema prioritário e requer responsabilidade centralizada.
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