- Congo incluiu a mina Rubaya, no norte de Kivu, na lista de ativos estratégicos oferecidos aos EUA sob o quadro de cooperação em minerais, apresentada em Washington no dia cinco de fevereiro.
- A mina, controlada pelo AFC/M23, pode oferecer aos EUA acesso a tantalum com fornecimento potencialmente rastreável e sem conflitos, conforme documento do governo.
- Rubaya responde por cerca de quinze por cento da produção mundial de coltan; o tantalum na região varia de vinte a quarenta por cento.
- Estima-se que a Rubaya precise entre cinquenta milhões e cento e cinquenta milhões de dólares para reiniciar as operações e ampliar a produção, com recuperação rápida de custos devido à demanda global.
- Além de Rubaya, a lista inclui ativos como o depósito de lítio Manono, complexo cobre-cobalto Chemaf, expansão de lítio-ge, e refinarias de cobalto, entre outros, com acesso preferencial para empresas privadas sob o acordo.
A República Democrática do Congo incluiu a mina de coltan de Rubaya, controlada pelos rebeldes AFC/M23, entre ativos estratégicos oferecidos aos EUA no marco de cooperação em minerais. A inclusão foi verificada por meio de um documento do governo visto pela Reuters.
Um funcionário sul-administrativo do Congo e um diplomata americano confirmaram a inclusão para uma reunião entre os dois países em Washington, em 5 de fevereiro, que discute o relacionamento de minerais estratégicos firmado em dezembro.
A manobra coloca Rubaya, apesar do controle rebelde, na rota de atração de investimento norte-americano para recursos minerais ricos e conflituosos da região leste do país. O esclarecimento faz parte de um conjunto de ativos para facilitar a cadeia de suprimentos crítica.
Conforme o documento, Rubaya pode fornecer um fornecimento de tantalum “totalmente rastreável e livre de conflitos”, em conformidade com regras de compras dos EUA. O território abriga várias minas com coltan de alto teor de tantalum.
Rubaya é responsável por cerca de 15% da produção mundial de coltan, com concentrações de 20% a 40% de tantalum. A extração é predominantemente manual, realizada por trabalhadores locais de baixa renda.
O governo congolês estima que a mina precisa entre 50 milhões e 150 milhões de dólares para retomar operações em ritmo comercial, com recuperação rápida de custos diante da demanda global. A região é palco de tensões e atividades de contrabando associadas aos rebeldes.
Os EUA buscam acesso a uma variedade de recursos naturais para conter a influência da China na África e formar um estoque estratégico de metais críticos. O acordo prevê acesso preferencial a projetos para empresas privadas dos dois países.
Além de Rubaya, a lista de ativos prioritários inclui o depósito de lithium de Manono, o complexo cobre-cobalto de Chemaf e o projeto STL-Germanium‑Gallium em Lubumbashi, entre outros, conforme o documento.
O governo do Congo já firmou acordos de fornecimento com empresas americanas sob o pacto de minerais, parte de uma estratégia para ampliar investimentos e emprego, mantendo, no entanto, a viabilidade fiscal e a estabilidade local. O documento não detalha nomes de empresas nem confirma negociações formais em andamento.
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